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Méliuz (CASH3) propõe redução de capital social para formação de reserva de capital

04 set 2026, 9:57
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(Imagem: Divulgação/Méliuz)

O Méliuz (CASH3) comunicou ao mercado que seu conselho de administração aprovou uma proposta de redução do capital social da companhia no valor de R$ 160 milhões. A medida será submetida à apreciação dos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária (AGE).

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A redução não envolve cancelamento de ações nem distribuição de recursos em caixa aos acionistas, mas destina-se a constituir uma reserva de capital no mesmo valor.

Segundo a administração do Méliuz, o montante atual do capital social, registrado nas demonstrações financeiras do segundo trimestre de 2026, é considerado excessivo frente às necessidades operacionais e estratégicas de curto e médio prazo da empresa.

A companhia destaca que seu modelo de negócios asset light, sem endividamento e com capex reduzido, não requer uma estrutura de capital tão elevada, especialmente considerando que apresenta saldo acumulado de prejuízos. A manutenção do capital social no nível atual é vista como onerosa para a estrutura de capital da companhia sem retorno correspondente.

A formação da reserva de capital poderá ser utilizada para finalidades estratégicas definidas pela empresa. Caso a proposta seja aprovada na AGE, a efetivação da redução de capital estará sujeita ao prazo legal de 60 dias para eventual oposição de credores, conforme previsto na Lei das S.A.

O momento do Méliuz

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O Méliuz encerrou o segundo trimestre de 2026 (2T26) com prejuízo líquido consolidado de R$ 22,4 milhões, revertendo o lucro de R$ 7,6 milhões registrado no mesmo período do ano anterior. O resultado foi pressionado por um impacto contábil negativo de R$ 32,1 milhões relacionado à carteira de bitcoin (BTC) da companhia.

Desconsiderando esse efeito, o lucro líquido ajustado somou R$ 9,7 milhões, o que representa uma alta de 14% na comparação anual.

Junto com a divulgação de resultados, o Méliuz também anunciou a criação de um novo programa de recompra de ações de até 8,1 milhões de papéis, equivalente a 10% do free float da companhia.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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