Economia

Mercado está menos pessimista com as contas públicas, aponta pesquisa (mas nem tão otimista quanto o governo)

15 abr 2026, 14:18 - atualizado em 15 abr 2026, 14:18
fiscal Brasil
(Imagem: Phaelnogueira/Getty Images)

O mercado financeiro melhorou suas projeções para as contas públicas, mas ainda vê um cenário de déficit nos próximos anos, segundo o relatório Prisma Fiscal divulgado nesta quarta-feira (15) pelo Ministério da Fazenda, que reúne estimativas de economistas.

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A mediana das projeções para o déficit primário do governo central em 2026 recuou para R$ 59 bilhões, ante R$ 65,9 bilhões no levantamento anterior. Para 2027, a expectativa também melhorou, passando de um rombo de R$ 56,2 bilhões para R$ 50,3 bilhões.

Apesar da revisão positiva, o mercado segue distante das metas do governo, que prevê superávits primários de 0,25% do PIB em 2026 e de 0,50% do PIB em 2027, ainda que com margem de tolerância.

Na mesma linha, as projeções para a dívida bruta apresentaram leve alívio. A estimativa para 2026 caiu para 83,28% do PIB, enquanto a de 2027 recuou para 86,60%. Ainda assim, o indicador continua em trajetória de alta, refletindo principalmente o peso dos juros sobre as contas públicas.

Do lado das receitas, o mercado elevou as estimativas. A previsão para a receita líquida do governo central em 2026 subiu para R$ 2,537 trilhões, com avanço também esperado para 2027. Já as despesas seguem pressionadas, com projeção de R$ 2,597 trilhões neste ano e R$ 2,733 trilhões no próximo.

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No curto prazo, o relatório indica um alívio pontual nas contas. Para abril, a expectativa é de superávit primário próximo de R$ 18 bilhões, sustentado por uma arrecadação mais forte. O fôlego, porém, deve ser curto: as projeções já apontam para déficits relevantes nos meses seguintes, indicando que a melhora não é suficiente para alterar a tendência ao longo do ano.

Mesmo com ajustes positivos nas estimativas, o quadro fiscal segue pressionado, com dificuldade de geração de resultados consistentes e impacto contínuo do nível elevado de juros sobre a dinâmica da dívida pública.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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