Mercado preditivo: Kalshi estaria interessada em fazer IPO em breve, diz publicação
A plataforma de previsão Kalshi teria iniciado discussões preliminares com bancos de investimento para uma possível oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês), de acordo com o The Information.
A publicação informou na quinta-feira (18) que a Kalshi realizou conversas informais sobre uma possível abertura de capital. A empresa também teria ultrapassado US$ 2 bilhões em receita na métrica anualizada — acima dos US$ 1 bilhão reportado pelo Wall Street Journal, no começo de março.
A plataforma de mercados de previsão levantou US$ 1 bilhão em uma rodada Série F em maio, elevando seu valuation para US$ 22 bilhões.
À época, a rodada foi liderada pela Coatue, com participação da Sequoia Capital, Andreessen Horowitz, IVP, Paradigm, Morgan Stanley e ARK Invest.
A Kalshi e sua rival, a Polymarket, continuam sendo as principais participantes do setor de mercados de previsão.
Segundo o painel de dados do The Block, a Kalshi registrou US$ 16,81 bilhões em volume mensal em maio, acima dos US$ 14,81 bilhões registrados em abril. Já a Polymarket movimentou US$ 7,08 bilhões no mês passado, abaixo dos US$ 9,01 bilhões registrados em abril.
Regulação do mercado preditivo
O setor de mercados de previsão está enfrentando um aumento da atenção política e regulatória à medida que ganha mais relevância, em especial antes das eleições legislativas de meio de mandato (midterms) deste ano nos Estados Unidos.
No início desta semana, grupos da indústria de jogos de azar dos EUA enviaram uma carta ao Senado, pedindo que os legisladores incluam na legislação sobre a estrutura do mercado de criptoativos uma cláusula que proíba explicitamente mercados de previsão ligados a apostas esportivas e atividades semelhantes às de cassinos.
Já no Brasil, a resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) nº 5.298/2026 proíbe plataformas como a Polymarket e a Kalshi de oferecer ao público brasileiro contratos de previsão sobre eleições, esportes, reality shows ou outros eventos não financeiros.
Entretanto, contratos ligados a variáveis econômicas e financeiras — como inflação, juros, câmbio, commodities ou índices de mercado — continuam permitidos dentro do arcabouço regulado de derivativos.