Mesmo após revisões de bancos, estas 4 ações ainda têm potencial de alta de até 115%
O aumento da volatilidade nos mercados e um cenário de juros elevados levaram bancos e casas de análise a revisarem suas projeções para diversas empresas da bolsa. Em alguns casos, os preços-alvo foram reduzidos. Em outros, as estimativas até subiram. Mas um ponto em comum permanece: os analistas ainda enxergam espaço relevante para valorização.
Na edição desta semana do Money Picks, programa do Money Times, a jornalista Juliana Caveiro reuniu quatro ações que continuam entre as preferidas de bancos e casas de análise e podem subir entre 25% e 115%, segundo as estimativas mais recentes.
Plano&Plano (PLPL3): desconto continua chamando atenção
A Plano&Plano aparece como a ação com maior potencial de valorização da seleção. Mesmo após o Santander reduzir o preço-alvo de R$ 21 para R$ 18, o banco ainda vê espaço para uma alta de aproximadamente 115%.
A revisão ocorreu após um primeiro trimestre abaixo das expectativas, levando o banco a reduzir as projeções de lucro, vendas e lançamentos. Custos maiores de construção, despesas na conclusão de empreendimentos e descontos para acelerar a venda de estoques também pressionaram as margens.
Apesar disso, o Santander avalia que a companhia já começou a corrigir esses problemas, com maior controle sobre as margens, redução dos descontos e revisão de projetos menos rentáveis. A liderança no Minha Casa, Minha Vida em São Paulo e a possibilidade de expansão para novos mercados reforçam a tese de crescimento, enquanto a ação segue negociando com desconto em relação aos pares.
Smart Fit (SMFT3): crescimento além das academias
A Smart Fit continua entre as principais recomendações do Citi, que elevou o preço-alvo da ação de R$ 32 para R$ 34 e vê potencial de valorização próximo de 70%.
Na avaliação do banco, o principal diferencial está no TotalPass, plataforma de benefícios corporativos que vem ganhando relevância dentro da companhia. Além de crescer rapidamente, o negócio apresenta margens superiores às das academias tradicionais e deve impulsionar os resultados nos próximos anos.
O Citi também espera um segundo trimestre forte, com crescimento de receita, expansão das margens e lucro acima das expectativas do mercado. A expansão na América Latina e a diversificação das fontes de receita reforçam a visão positiva para a empresa.
Tupy (TUPY3): recuperação dos EUA pode impulsionar resultados
A XP elevou a recomendação da Tupy para compra e estabeleceu preço-alvo de R$ 20, o que representa potencial de valorização de cerca de 25%.
A tese está ligada principalmente à recuperação do mercado americano de caminhões pesados, do qual a companhia é fornecedora. Segundo a corretora, o aumento dos pedidos e das projeções de produção deve beneficiar toda a cadeia de fornecedores nos próximos trimestres.
Além disso, a empresa também está exposta aos segmentos de infraestrutura, mineração, energia e data centers. Para a XP, a combinação entre melhora operacional, redução do endividamento e recuperação da demanda cria um cenário mais favorável do que o atualmente precificado pelo mercado.
Orizon (ORVR3): crescimento impulsionado pelo biometano
A Orizon fecha a lista de recomendações. A Empiricus estabeleceu preço-alvo de R$ 97,80 para a ação e destaca que a companhia combina um negócio resiliente com novas avenidas de crescimento.
Além da operação de aterros sanitários, que garante receitas recorrentes, a empresa vem ampliando sua atuação na produção de biogás e biometano, segmento de maior rentabilidade e que deve ganhar espaço com o avanço da transição energética.
A casa também destaca as elevadas barreiras de entrada do setor e a aquisição da Vital, anunciada no ano passado, que deve acelerar o crescimento da companhia a partir de 2027. Na avaliação da Empiricus, o mercado ainda não incorporou completamente esse potencial nas ações.