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Moody’s rebaixa rating da Cosan (CSAN3) para B1 e mantém perspectiva negativa

16 jul 2026, 18:45
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(Imagem: Cosan/Divulgação)

A Moody’s Ratings rebaixou nesta quinta-feira (16) a nota de crédito da Cosan (CSAN3) para B1, de Ba3, e manteve a perspectiva negativa, encerrando a revisão para possível rebaixamento iniciada em 24 de fevereiro após o anúncio da reestruturação da Raízen.

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Segundo a Moody’s, “o rebaixamento dos ratings da Cosan para B1 reflete a fraca cobertura de juros no nível da holding e a continuidade da dependência da monetização de ativos” para reduzir a dívida. A agência acrescentou que a nota também incorpora a menor diversificação do portfólio, reduzindo a capacidade de geração de dividendos futuros.

A agência ressaltou, porém, que não espera um contágio financeiro da reestruturação da Raízen para a Cosan. Apesar disso, afirmou que o processo reduziu de forma relevante os dividendos recebidos pela holding, pressionando sua geração de caixa.

No relatório, a Moody’s também reconheceu que a companhia adotou medidas para fortalecer seu perfil de crédito. Entre elas estão a oferta subsequente da Compass, que levantou R$ 2,3 bilhões, e a venda de parte das terras da Radar, além da capitalização de R$ 10,5 bilhões realizada no fim de 2025. Com esses recursos, a Cosan pré-pagou cerca de R$ 9,3 bilhões em dívidas, reduzindo o endividamento da holding de R$ 21,9 bilhões para aproximadamente R$ 12,4 bilhões em junho deste ano.

Ainda assim, a Moody’s manteve a perspectiva negativa. “A perspectiva negativa reflete o risco de que as iniciativas de desalavancagem da Cosan não reduzam os níveis de dívida e as despesas com juros de forma suficiente para se alinharem à renda de dividendos de suas atuais investidas”, afirmou a agência, que espera fluxo de caixa livre negativo na holding nos próximos 12 a 18 meses.

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A agência também avaliou que a liquidez da Cosan permanece adequada, apoiada por um caixa de R$ 7,7 bilhões ao fim de março. Segundo a Moody’s, não há vencimentos relevantes de dívida até 2029, mas um novo rebaixamento poderá ocorrer caso a companhia não avance na redução do endividamento ou enfrente nova deterioração dos dividendos das investidas.

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