Plano & Plano (PLPL3): Vendas sobem 9% no 2T26 e atingem R$ 916 milhões
A Plano & Plano (PLPL3) viu suas vendas líquidas subirem 9% no segundo trimestre, para R$ 916 milhões, mostra documento enviado ao mercado nesta quinta-feira (16).
Segundo o comunicado, foram comercializadas 3.351 unidades, volume 8% superior ao observado no mesmo trimestre do ano anterior.
Já o preço médio de venda das unidades atingiu R$ 273,5 mil, alta de 1,9%.
Apesar disso, a construtora afirma que 84,7% dos lançamentos ocorreram em junho, o que impactou o ritmo de vendas, considerando o curto intervalo entre os lançamentos e o encerramento do período.
O indicador de Vendas Sobre Oferta (VSO) dos últimos 12 meses foi de 51,8%, um aumento de 0,7 ponto percentual.
Já o VGV (Valor Geral de Vendas) do estoque totalizou R$ 3,828 bilhões, queda de 1,7%.
A companhia encerrou o segundo trimestre de 2026 com um consumo de caixa operacional de R$ 87,3 milhões.
Entre os principais fatores que impactaram o período, destaca-se o programa Pode Entrar, com aproximadamente R$ 50 milhões em recebimentos ainda pendentes de realização.
No documento, a Plano & Plano afirma ainda que, ao considerar as vendas totais contratadas nos últimos 12 meses, incluindo os mercados privado e público, desde 31 de dezembro de 2022, a companhia cresceu a uma taxa composta de 30,8% ao ano, ou 6,9% ao trimestre, acumulando crescimento de 156% ao longo de 14 trimestres.
Menos crescimento
Apesar do desempenho, no ano a construtora caiu mais de 40%.
Em relatório recente, embora continue com uma visão positiva para a Plano&Plano, o Santander passou a projetar um lucro líquido para a empresa de R$ 397 milhões em 2026, redução de 24% em relação à estimativa anterior, e de R$ 516 milhões em 2027, corte de 21%.
Além disso, o banco também revisou para baixo suas expectativas operacionais. A projeção para os lançamentos caiu para R$ 5,4 bilhões em 2026 (-11%) e R$ 6,1 bilhões em 2027 (-9%).
O Santander cortou o preço-alvo para os papéis de R$ 21 para R$ 18, o que ainda implica um potencial de valorização de 115% em relação à cotação atual.