Novo teto do INSS já está em vigor; veja quem recebe e como consultar o benefício
Todo começo de ano traz correção de valores, novas contas e a mesma dúvida: quanto dá para receber do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)? Em 2026, o teto previdenciário voltou ao centro das atenções após a atualização dos pagamentos feita pelo governo.
Desde 1º de janeiro, os benefícios do INSS acima do salário mínimo foram reajustados em 3,90%, índice equivalente ao INPC. Com isso, o teto da Previdência passou a R$ 8.475,55, conforme a Portaria Interministerial MPS/MF nº 13, publicada em 9 de janeiro.
O que é o teto do INSS?
O teto do INSS corresponde ao valor máximo pago em aposentadorias, pensões e auxílios pelo regime geral da Previdência Social.
Independentemente do salário no auge da carreira, nenhum segurado pode receber acima desse limite pelo INSS.
Em 2026, o valor máximo ficou fixado em R$ 8.475,55, após o reajuste de 3,9%.
Quem recebe o teto (ou próximo dele)
O teto não é para todos, mas também não é raro. Atualmente, mais de 12,2 milhões de benefícios pagos pelo INSS têm valor superior ao piso nacional. São segurados que:
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contribuíram por mais tempo;
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tiveram rendimentos mais altos ao longo da vida profissional;
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ou se aposentaram pelas regras anteriores à reforma de 2019.
Esses beneficiários passam a receber os valores corrigidos a partir de 2 de fevereiro, conforme o calendário oficial do INSS.

E quem recebe o piso?
Para quem ganha o valor mínimo, a regra é diferente. O piso previdenciário segue o salário mínimo nacional, que em 2026 passou a R$ 1.621,00.
Esse grupo é maioria: cerca de 21,9 milhões de pessoas recebem exatamente o piso.
Os pagamentos com o novo valor ocorrem entre 26 de janeiro e 6 de fevereiro, de acordo com o número final do benefício (sem considerar o dígito verificador).
Valores usados no cálculo da aposentadoria
A portaria também atualizou os chamados valores de referência, utilizados nos cálculos previdenciários:
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Salário de benefício: não pode ser inferior a R$ 1.621,00 nem superior a R$ 8.475,55;
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Salário de contribuição: segue os mesmos limites mínimo e máximo.
Na prática, esses valores determinam quanto o trabalhador pode contribuir e até onde essa contribuição influencia o benefício futuro.
Novas alíquotas de contribuição em 2026
As faixas de contribuição ao INSS também foram atualizadas para empregados, domésticos e trabalhadores avulsos. As alíquotas permanecem progressivas, como no Imposto de Renda:
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7,5% até R$ 1.621,00
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9% de R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84
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12% de R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27
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14% de R$ 4.354,28 até R$ 8.475,55
As contribuições incidem sobre os salários de janeiro, mas o recolhimento ocorre em fevereiro, já que o pagamento é feito no mês seguinte.
Outros benefícios com valores definidos
Além das aposentadorias, outros benefícios também tiveram atualização:
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BPC/LOAS: R$ 1.621,00
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Benefício a seringueiros e dependentes: R$ 3.242,00
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Salário-família: R$ 67,54 por dependente, para quem recebe até R$ 1.980,38
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Diária para deslocamento a perícia médica: R$ 141,63
Quem passou a receber aposentadoria, pensão ou auxílio a partir de 1º de janeiro de 2025 não tem direito ao reajuste integral. Nesse caso, o aumento é proporcional ao mês de concessão do benefício.
Regras de transição também mudam em 2026
Para quem já contribuía antes da reforma da Previdência, as regras de transição seguem avançando e ficaram um pouco mais rígidas neste ano:
Idade mínima
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Mulheres: 59 anos e 6 meses
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Homens: 64 anos e 6 meses
Tempo de contribuição
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30 anos (mulheres)
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35 anos (homens)
Regra dos pontos
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93 pontos (mulheres)
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103 pontos (homens)
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Como consultar o novo valor do benefício
O segurado pode verificar as informações sem sair de casa pelo Meu INSS, no site ou aplicativo (meu.inss.gov.br), usando login gov.br, ou pela Central 135, com atendimento gratuito de segunda a sábado, das 7h às 22h. Basta informar o CPF e confirmar alguns dados cadastrais.