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‘O milho ganhou vida’: diretor da Inpasa diz que safrinha é símbolo da transformação do agronegócio brasileiro

30 jun 2026, 12:27 - atualizado em 30 jun 2026, 12:27

O governo federal lançou, na manhã desta terça-feira (30), o Plano Safra 2026/2027 para a agricultura empresarial. Durante a cerimônia, o diretor de Relações Corporativas da Inpasa e ex-presidente da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), Guilherme Nolasco, afirmou que o programa vai muito além da oferta de crédito e representa um instrumento de desenvolvimento para toda a cadeia do agronegócio.

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Segundo Nolasco, a política beneficia desde pequenos e grandes produtores até cooperativas, impulsionando investimentos, pesquisa, inovação, indústria, logística e geração de empregos.

“O Plano Safra é quem planta, quem investe e quem trabalha. Do pequeno ao grande produtor, até as cooperativas. Ao apoiar o produtor, o Brasil apoia uma cadeia inteira de negócios, pesquisa, inovação, indústria, logística e emprego”, afirmou.

O milho como protagonista

O executivo também destacou que o avanço da agricultura brasileira foi resultado do desenvolvimento científico, liderado pela Embrapa e por centros de pesquisa, que tornaram possível a agricultura tropical e a expansão da produção no Cerrado.

Para Nolasco, o Brasil desenvolveu um modelo único de produção agrícola, capaz de realizar múltiplas safras na mesma área ao longo do ano, elevando a produtividade, reduzindo a pressão pela abertura de novas áreas e reforçando a segurança alimentar e energética.

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Nesse contexto, ele classificou o milho de segunda safra como um dos principais símbolos dessa transformação.

“O milho segunda safra é um dos maiores símbolos dessa transformação. Uma cultura que deixou de ser complementar e que antes era integrada à soja apenas para efeito agronômico passou a ser base da expansão agrícola e da integração com a agroindústria. O que chamávamos de safrinha hoje responde por 80% da safra de milho do país”, disse.

O diretor da Inpasa também ressaltou o impacto da indústria de etanol de milho sobre o mercado do cereal. Segundo ele, até 2017 o Ministério da Agricultura e a Conab realizavam anualmente leilões de preços mínimos para garantir o escoamento da produção.

“Após a instalação da primeira planta de etanol de milho do Brasil, nunca mais foi feito um leilão. O milho ganhou vida e preço”, afirmou.

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Apesar dos resultados positivos, Nolasco ponderou que o setor ainda enfrenta desafios, como ampliar a capacidade de armazenagem e agregar mais valor à produção nas regiões de origem.

“Ao transformar milho em etanol, proteína, óleo e outros produtos, multiplicamos valor, fortalecemos as economias locais e ampliamos as alternativas para o produtor. A transição energética é um desafio global e já é uma realidade no Brasil. Temos vocação para liderar essa transformação”.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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