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O novo problema que a Vale terá que enfrentar

Renan Dantas
20/11/2021 - 17:09
Vale
“Seguimos céticos quanto à capacidade de elevação da rentabilidade da operação de minerais ferrosos por parte da Vale no curto prazo”, afirma o analista (Imagem: Wikimedia Commons)

A Ativa cortou o preço-alvo da Vale (VALE3) em 30%, de R$ 120 para R$ 84,50, em meio à deterioração dos preços do minério de ferro. A recomendação neutra foi mantida. 

Para o analista Ilan Arbetman, a demanda na China, grande consumidora global da commodity, continuará pressionada. Restrições ambientais e a desaceleração do crescimento chinês têm provocado solavancos na segunda maior economia do mundo. 

“Seguimos céticos quanto à capacidade de elevação da rentabilidade da operação de minerais ferrosos por parte da Vale no curto prazo”, afirma.

E como não bastasse esses desafios, a mineradora sofre com outro problema: os elevados custos de produção. “Não houve redução, que segue limitando a obtenção de maiores margens por parte da companhia, sobretudo em função dos maiores dispêndios logísticos”, observa.

Arbetman destaca ainda que há outras empresas e setores com menores assimetrias e melhores relações risco x retorno, “mesmo reconhecendo o eventual desconto atual dos múltiplos da mineradora”.

O analista calcula que a empresa tenha um desconto de 30% perante seus principais pares globais. “Dessa forma, a conquista de maior credibilidade quanto à execução de sua política ESG é vital para a diminuição deste desconto”, completa.

Segundo ele, a possível maior demanda futura por produtos de maior qualidade devido às pressões ambientais pode seguir gerando impacto positivo nos prêmios dos seus produtos.

Recorde de dividendos

As gigantes Petrobras (PETR4) e Vale vão ser as duas maiores distribuidoras de lucros do mercado brasileiro, com pagamentos recordes de dividendos para seus acionistas em 2021, mostra levantamento da consultoria Economatica a pedido do Estadão/Broadcast.

Os pagamentos, que devem somar pelo menos R$ 136,4 bilhões em 2021, vão ser distribuídos a mais de 1 milhão de acionistas – sendo 850 mil da estatal e quase 300 mil da mineradora.

No caso da Petrobras, o grande “premiado” é o próprio governo. Entre valores já pagos pela empresa e previstos até dezembro, de R$ 63,4 bilhões, R$ 23,3 bilhões devem ser pagos à União (incluindo a fatia do BNDES). Outros cerca de 850 mil acionistas, sendo 750 mil no Brasil, receberão R$ 40,1 bilhões.

A Vale, por sua vez, tem 291 mil acionistas pessoas físicas, 2,6 mil pessoas jurídicas e 2,2 mil institucionais, como fundos de pensão.

Os investidores que aplicam diretamente em ações recebem o dividendo via depósito na conta da corretora. Atualmente, as rendas relativas a dividendos não pagam Imposto de Renda (IR) no País.

O levantamento mostra que a Vale distribuiu R$ 73 bilhões até setembro, o maior valor entre as empresas listadas na B3 (B3SA3), a Bolsa brasileira.

Com Agência Estado

Última atualização por Renan Dantas - 21/11/2021 - 2:42

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