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Petrobras (PETR4) lucra R$ 32,7 bilhões no 1T26, queda de 7,2%

11 maio 2026, 20:16 - atualizado em 11 maio 2026, 20:20
petrobras petr4
(Imagem: Kaype Abreu / Money Times)

A Petrobras (PETR4) registrou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 7,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados pela companhia nesta segunda-feira (11).

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A receita de vendas somou R$ 123,7 bilhões entre janeiro e março, praticamente estável em relação ao primeiro trimestre de 2025, com leve alta de 0,4%.

O Ebitda ajustado da estatal ficou em R$ 59,6 bilhões no trimestre, redução de 2,4% em base anual. Desconsiderando eventos exclusivos, o Ebitda ajustado caiu 1%, para R$ 61,7 bilhões.

O fluxo de caixa operacional atingiu R$ 44 bilhões, queda de 10,9% frente ao mesmo intervalo do ano passado. O fluxo de caixa livre, por sua vez, recuou 22,9%, para R$ 20,1 bilhões.

A dívida líquida subiu 10,8%, para US$ 62,1 bilhões.

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No período, o preço médio do barril do petróleo Brent avançou 6,5% em relação ao primeiro trimestre de 2025, para US$ 80,61. Já o dólar médio de venda caiu 9,9%, para R$ 5,26.

O retorno sobre o capital empregado (ROCE) ficou em 6,7%, ante 6,5% um ano antes.

Resultados ‘sólidos’

A companhia avaliou os resultados financeiros como “sólidos” e disse que os números foram sustentados pela forte performance operacional e pela valorização do real frente ao dólar.

A Petrobras afirmou ainda que encerrou o trimestre com saldo de exportações em andamento de 81 mil barris por dia, com expectativa de realização no segundo trimestre de 2026.

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A estatal ressaltou que o aumento recente dos preços do petróleo e o recorde de produção praticamente não se refletiram nas receitas do primeiro trimestre. Segundo a companhia, existe uma defasagem natural entre o embarque e o reconhecimento das vendas de petróleo, que ocorre apenas quando há transferência de titularidade da carga nos portos de destino.

A companhia também afirmou que os efeitos da alta recente dos preços do petróleo ainda não foram percebidos devido à lógica de precificação das exportações. No mercado asiático, principal destino das exportações da companhia, os preços costumam ser definidos com base nas cotações do mês anterior à chegada da carga.

Assim, a Petrobras espera que a elevação dos preços após o início do conflito no Oriente Médio seja refletida nas exportações do segundo trimestre de 2026.

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Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
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