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O preço do bitcoin caiu. E agora? É o fim do ciclo de alta?

27/11/2020 - 15:51
É o fim do mercado de alta? O que podemos esperar pela frente? (Imagem: Unsplash/@cliffordgatewood)

A grande euforia do mercado de alta (ou “bull market”) do bitcoin foi pega de surpresa nessa quinta-feira (26), quando a moeda despencou US$ 3 mil em poucas horas.

Entre os meses de outubro e novembro, a moeda havia passado de US$ 12,9 mil para US$ 19 mil. Porém, ontem, despencou para US$ 16,4 mil, representando uma queda de 15% em apenas 24 horas.

É o fim do ciclo de alta ou o preço poderá se recuperar?

“O preço do bitcoin parece ter estabilizado nos US$ 17 mil por enquanto. A queda dessa quinta-feira aconteceu de repente, mas se nivelou rapidamente”, disse Lior Messika, sócio-diretor da empresa Eden Block VC, ao Decrypt.

Embora a esperança de que a criptomoeda iria atingir sua alta recorde (US$ 20 mil) ainda esta semana, existem motivos para comemorar que a criptomoeda caiu pouco em comparação a janeiro de 2018.

O atual ciclo de mercado está sendo impulsionado pelo nascente interesse no bitcoin por investidores institucionais. As recentes alocações da MicroStrategy, Square, PayPal e Grayscale são os principais direcionadores, mas este é apenas o começo.

“O bitcoin ainda tem muito espaço para florescer porque o interesse dos investidores de varejo ainda está nas primeiras etapas”, disse George Harrap, empreendedor cripto, acrescentando que “muitas dessas compras não estão sendo direcionadas por pequenos investidores do varejo, e sim por investidores qualificados que têm muito dinheiro”.

Esse forte interesse não apenas ajudará o bitcoin a se recuperar, como também a promover a popularidade da criptomoeda como um ativo.

O caminho até a ampla adesão do bitcoin — o objetivo a longo prazo dos defensores do bitcoin — pode ser pavimentado por esses grandes investidores.

“Em 2017, apenas falávamos de adesão mas, agora, parece que a adesão do bitcoin está acontecendo. PayPal e outras grandes fintechs estão mergulhando no bitcoin”, afirmou Charles Gonzalez, diretor regional da plataforma multiblockchains Komodo.

“Quando mais bitcoin for comprado, sua escassez irá impulsionar o preço. É completamente o oposto das moedas fiduciárias que, atualmente, estão sofrendo para manter seu poder de aquisição”, acrescentou ele.

Porém, alguns críticos do bitcoin, como Peter Schiff, CEO da empresa de investimentos Euro Pacific Capital, ainda não se convenceu.

“Lembrem-se que, em cada bolha, aqueles que não participaram sempre saem de tontos por terem perdido a oportunidade. Só quando as bolhas estouram e o ar se espalha é que os verdadeiros tontos são expostos”, tuitou ele.

De controvérsias, o mercado cripto já está cheio, mas ainda não é tarde para chegar cedo.

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Última atualização por Daniela Pereira do Nascimento - 27/11/2020 - 15:51