O que der na urna, eu respeito; sempre respeitei a decisão da maioria, afirma Caiado
O ex-governador de Goiás e pré-candidato do PSD à presidência da República, Ronaldo Caiado, disse nesta terça-feira (14) que vai respeitar o resultado das eleições 2026. Ele também repetiu que fazer um governo capaz de impedir a volta do PT ao poder será um desafio maior do que vencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em outubro.
“Sou democrata na essência. O que der na urna, eu respeito. Nunca briguei com a urna, nunca briguei com o painel do Congresso Nacional. Eu me curvo ao resultado. Eu brigo muito para poder ganhar. Agora, sempre respeitei a decisão da maioria. Essa sempre foi a minha característica durante a minha vida política”, declarou Caiado durante fórum realizado pela Apex Partners.
O pré-candidato pregou que o País abandone os debates sobre os ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro insatisfeitos com o resultado eleitoral invadiram e depredaram as sedes dos três poderes em Brasília, porque o assunto, na avaliação dele, fortalece a polarização.
“Não podemos ficar debatendo 8 de janeiro eternamente, porque isso alimenta um e retroalimenta o outro. Isso não traz resultado para o Brasil”, declarou Caiado, para quem a população está cansada da polarização. Ele já afirmou o primeiro ato caso seja eleito e empossado será anistiar os golpistas condenados na tentativa de golpe e nos atos de janeiro de 2023, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Após fazer um balanço de sua gestão em Goiás, dando ênfase à segurança pública, o pré-candidato afirmou que “quando você governa bem, você tem a chance de ser uma alternativa no País”. “Você não aprende a governar na cadeira da Presidência da República. Tudo na vida tem degraus para você ter esse nível de experiência.”
Conforme o ex-governador, assegurar a continuidade da oposição no poder, impedindo a volta do PT, será um desafio maior do que derrotar Lula em sua tentativa de reeleição.
“Ganhar a eleição do Lula no segundo turno não será o maior desafio. O maior desafio é se quem for eleito saberá governar o País a ponto de fazer o sucessor ou se reeleger, e não deixar o PT com o populismo voltar em 2030”, assinalou. Nesse ponto, ele repetiu que em Goiás, onde governou, o PT deixou de ser opção para “os próximos 100 anos”.