O que está mexendo com os mercados? Veja as principais notícias desta tarde

1 – Ibovespa perde fôlego e recua com mineração e siderurgia
A bolsa paulista perdia o fôlego nesta terça-feira, com o Ibovespa trabalhando abaixo dos 121 mil pontos, pressionado particularmente pelo declínio dos papéis do setor de mineração e siderurgia, enquanto Petrobras (PETR3;PETR4) limitava a perda.
Às 11:45, o Ibovespa (IBOV) caía 0,95%, a 120.085,13 pontos. Mais cedo, chegou a subir a 122.120,24 pontos. O volume financeiro era de 5,67 bilhões de reais.
“Apesar da alta da última sessão, o Ibovespa segue indefinido no curto prazo e encontra defesa em 118.900 pontos”, de acordo com análise técnica da equipe do Safra.
No exterior, o foco está voltado para o discurso de confirmação da indicada para assumir o Tesouro norte-americano, Janet Yellen, no qual defenderá que o governo precisa de grandes medidas envolvendo o próximo pacote de alívio.
Os principais índices de Wall Street subiam nesta terça-feira após balanços positivos de grandes bancos norte-americanos e da Halliburton.
As ações do Goldman Sachs Group Inc subiam 1,6% depois que seu lucro do quarto trimestre mais do que dobrou, impulsionado por mais um desempenho robusto da sua área de negociação, bem como aumento nas atividades de fusão e aquisição.
O Bank of America também superou as estimativas de lucro no quarto trimestre e se juntou a JPMorgan, Citigroup Inc e Wells Fargo & Co na liberação de reservas para cobrir perdas de empréstimos devido ao coronavírus, destacando sua confiança na economia.
2 – Dólar se estabiliza
O dólar operava perto da estabilidade ante o real nesta terça-feira, zerando quedas de mais cedo, com investidores reduzindo posições de risco no aguardo de declarações da futura secretária do Tesouro dos Estados Unidos e ex-chair do banco central norte-americano, Janet Yellen.
Às 12h12, o dólar à vista tinha variação positiva de 0,08%, para 5,3091 reais na venda. Mais cedo, a cotação chegou a recuar 1,17%. No exterior, o índice do dólar caía 0,2%.
Yellen vai falar ao Comitê Financeiro do Senado dos EUA que o governo precisa adotar uma grande ação em seu próximo pacote de estímulo relacionado ao coronavírus, segundo texto preparado visto pela Reuters.
O mercado reagiu com dólar em queda quando notícias apontaram Yellen como a escolhida por Biden para comandar o Tesouro, levados por expectativa de que ela abra as torneiras de dinheiro barato para irrigar o mercado com mais liquidez.
3 – China enfrenta pior surto de Covid-19
A China está enfrentando o pior surto de Covid-19 desde março de 2020, com uma província registrando um aumento diário recorde de casos, ao mesmo tempo em que um painel independente que analisa a pandemia global disse que a China poderia ter feito mais para conter o surto inicial.
O tabloide estatal Global Times defendeu na terça-feira a condução chinesa da Covid-19, dizendo que nenhum país tinha experiência em lidar com o vírus.

“Olhando para trás, nenhum país poderia ter um desempenho perfeito ao enfrentar um vírus novo … Nenhum país pode garantir que não cometerá erros se uma epidemia semelhante ocorrer novamente”, disse a publicação.
A China registrou mais de 100 novos casos de Covid-19 pelo sétimo dia na terça-feira. Foram 118 novos casos na segunda-feira, contra 109 no dia anterior, informou a autoridade nacional de saúde em um comunicado.
4 – Copom inicia primeira reunião do ano
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) promove hoje (19) a primeira parte da reunião para definir a taxa básica de juros, a Selic. Amanhã (20), após a segunda parte da reunião, será anunciada a taxa ao final do dia.

Apesar da alta na inflação nos últimos meses, as instituições financeiras apostam na manutenção da taxa em 2% ao ano, no menor nível da história. A projeção consta do boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada toda semana pelo Banco Central.
O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro.
5 – Confiança do Empresário do Comércio cai 2,2% em janeiro
O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) caiu 2,2% em janeiro de 2021 e passou para 105,8 pontos.
Segundo explicou a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que mede o indicador, ainda que tenha registrado a segunda queda mensal consecutiva, o índice permanece no patamar de otimismo, que é acima de 100 pontos pelo quarto mês consecutivo. Na comparação anual houve variação negativa de 16,4%.