O que está movimentando os mercados nesta tarde? Veja os destaques

1. Ibovespa recua com realização de lucros após encostar em 112 mil pontos
O Ibovespa mudou de sinal e caía nesta quarta-feira, em meio a movimentos de realização de lucros após renovar máximas desde fevereiro e encostar nos 112 mil pontos mais cedo, embora o noticiário sobre vacinas atenuasse as vendas.
Às 13h, o Ibovespa caía 0,34%, a 111.016,24 pontos. Na máxima até o momento, chegou a 111.924,56 pontos. O volume financeiro era de 9,4 bilhões de reais.
Na terça-feira, o Ibovespa encerrou em alta de 2,3%, a 111.399,91 pontos, maior nível de fechamento desde 21 de fevereiro.
Wall Street também passava por ajuste negativo após o S&P 500 bater recorde, endossado por dados do mercado de trabalho norte-americano, com a criação de vagas no setor privado crescendo menos do que o esperado em novembro.
No exterior, o Reino Unido aprovou a vacina contra Covid-19 desenvolvida em parceria entre Pfizer e BioNTech e afirmou que poderá começar a ser aplicada aos mais vulneráveis na semana que vem.
De acordo com análise técnica da equipe do Safra, o Ibovespa retomou o movimento de alta e testou a resistência em 111.600 pontos. Acima disso, terá como objetivo os 116.500 pontos, afirmou em relatório a clientes.
Na visão da equipe da Ágora Investimentos, mesmo que o Ibovespa trabalhe alinhado a pares externos, com muitos apresentando ajuste negativo nesta sessão, “no geral o clima ainda segue favorável”.
2. Criação de vagas no setor privado dos EUA fica abaixo do esperado em novembro
A criação de vagas no setor privado dos Estados Unidos aumentou menos do que o esperado em novembro, provavelmente afetada pelo aumento nas infecções por coronavírus e pelas restrições às empresas, ampliando os sinais de desaceleração da atividade econômica.
O Relatório Nacional de Emprego da ADP divulgado nesta quarta-feira mostrou criação de 307 mil postos de trabalho no mês passado.
Os dados de outubro foram revisados para mostrar abertura de 404 mil vagas, em vez das 365 mil informados inicialmente.
Economistas consultados pela Reuters projetavam criação de 410 mil vagas no setor privado em novembro.
3. Indústria brasileira cresce pelo 6º mês seguido em outubro e está 1,4% acima do nível pré-pandemia
O terceiro trimestre começou com força na indústria brasileira, com a produção crescendo pelo sexto mês seguido em outubro e superando em mais de 1% o patamar pré-pandemia.
A produção industrial brasileira subiu 1,1% em outubro sobre o mês anterior, de acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com alta de 39% acumulada nos seis meses de resultados positivos, o setor está 1,4% acima do patamar de fevereiro, antes do agravamento da pandemia de Covid-19 no país.
Em março e abril, a produção industrial caiu ao nível mais baixo da série diante das medidas de isolamento para contenção do coronavírus, e em setembro conseguiu recuperar as perdas acumuladas no ápice da pandemia.
4. JPMorgan vê Ibovespa a 134 mil pontos com resgate da agenda de reformas
O JPMorgan Chase espera que a retomada da atividade econômica global sustente ganhos adicionais da bolsa brasileira, à medida que o país tenta resgatar sua agenda de reformas.
“O Brasil é o principal candidato para ir melhor” entre os mercados acionários da América Latina em 2021, disse Emy Shayo, estrategista de ações para a região do banco, em entrevista. “Esperamos uma aceleração da economia global com pequena desvalorização do dólar.”
O JPMorgan projeta que o Ibovespa encerre o ano que vem a 134.000 pontos, ou cerca de 20% acima do nível atual, em meio a uma forte recuperação dos resultados corporativos.
O mercado local deve seguir se beneficiando de uma rotação para ações de valor e papeis mais cíclicos, especialmente por conta do grande peso que bancos e empresas ligadas a commodities possuem dentro do índice.
A bolsa brasileira registrou maior alta mensal desde 2016 em novembro, diante do progresso no desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus e da forte entrada de recursos estrangeiros. Em dólar, o Ibovespa ainda acumula queda de cerca de 26% desde o início do ano.
5. Vale vê produção de minério de ferro abaixo da meta em 2020
A produção de minério de ferro da Vale (VALE3) em 2020 foi estimada entre 300 milhões e 305 milhões de toneladas, um número abaixo da meta projetada para o ano, de acordo com fato relevante divulgado nesta quarta-feira.
A meta mais recente da Vale para 2020 era de 310 milhões a 330 milhões de toneladas, com um número mais provavelmente “na extremidade inferior” da projeção, uma vez que a companhia ainda sofre para retomar capacidade paralisada desde o desastre de Brumadinho (MG), no ano passado.
Para 2021, a produção de minério de ferro da Vale deverá crescer para uma faixa de 315-335 milhões de toneladas, informou a companhia, antes do evento Vale Day, a partir das 11h30.
A projeção para o ano que vem ficou abaixo do que a Vale esperava produzir originalmente em 2020: uma faixa estimada no Vale Day do ano passado entre 340 milhões de 355 milhões de toneladas.
Ao final de outubro, o diretor-executivo de Ferrosos da Vale, Marcello Spinelli, havia dito que a companhia estava produzindo no quarto trimestre “na casa de 1 milhão de toneladas ao dia” de minério de ferro, o que seria suficiente para atingir o nível mais baixo da meta para o ano, mas ele citou também riscos de atrasos, como o caso do projeto Serra Leste.
A companhia anunciou apenas ao final de novembro a obtenção da licença para retomada e expansão de Serra Leste, no Pará, cujas operações ficaram paralisadas desde janeiro de 2019, depois de ter atingido o limite da área até então licenciada para a extração do minério de ferro.