IPO

O que está por trás da retomada dos IPOs nos EUA? BTG explica os sinais do mercado

28 jun 2026, 10:00 - atualizado em 25 jun 2026, 11:34
Gráfico com vários IPOs em primeiro plano. Ao fundo, uma cidade com vários arranha-céus
(Imagem: Shutterstock)

“O mercado de IPOs dos EUA está saindo de uma das maiores desacelerações da história moderna”, afirma o BTG Pactual em novo relatório.

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Após o “boom” de 2020 e 2021, impulsionado pelos juros próximos de zero e pela enorme liquidez injetada durante a pandemia, a forte pressão monetária promovida pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) em 2022 e 2023 gerou um congelamento dos IPOs.

Para o BTG, agora, o momento é diferente: e positivo para a abertura de capital. Isso devido à estabilização das taxas de juros, a melhora nas condições financeiras e mercados acionários mais fortes. O banco indica uma crescente fila de candidatos de alta qualidade interessados em estrear na bolsa.

“O congelamento das IPOs de 2022–2023 criou uma fila substancial de empresas que adiaram suas aberturas de capital. Muitas dessas empresas continuaram a amadurecer, melhorando a lucratividade, a governança e a eficiência de capital”, explica o relatório.

Os analistas destacam que a fila atual inclui empresas líderes em áreas como inteligência artificial, pagamentos digitais, segurança cibernética, infraestrutura de dados, tecnologia de defesa e tecnologia especial, “criando uma das filas de emissões mais sólidas dos últimos anos”.

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O banco também argumenta que o ambiente financeiro continua favorável para novas emissões. Apesar da redução gradual dos estímulos monetários, a liquidez disponível na economia americana permanece muito superior aos níveis pré-pandemia.

O BTG afirma que, historicamente, os períodos de maior atividade de IPOs coincidem justamente com momentos de abundância de capital, confiança dos investidores e condições financeiras favoráveis. “A atividade de IPOs um reflexo de condições saudáveis do mercado, e não uma fonte de pressão”, ressalta.

O relatório reforça que o sucesso dos investidores dependerá da seletividade. De acordo com o banco, os grandes vencedores de longo prazo costumam ser empresas com vantagens competitivas claras, mercados endereçáveis amplos, disciplina na alocação de capital e equipes de gestão capazes de gerar crescimento consistente ao longo dos anos.

*Com supervisão de Vitor Azevedo

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
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