O que fazer com ação da Casas Bahia (BHIA3) após prejuízo de R$ 10 bilhões; em qual varejista vale a pena investir? Confira no Money Picks
A Casas Bahia (BHIA3) reportou um prejuízo de R$ 10 bilhões na última semana e uma dívida de cerca de R$ 17 bilhões. A consultoria que revisa o balanço da empresa levantou dúvidas sobre a continuidade das operações.
A ação que já chegou a custar R$ 400 em 2020, estava cotada a R$ 0,44 no pregão da sexta passada (21).
Isso pois o e-commerce ganhou bastante relevância no Brasil, beneficiando companhias como Amazon e Mercado Livre, enquanto Casas Bahia continuou dependente de lojas físicas.
A Selic a 15% ao ano também é um problema, indicam os jornalistas do Money Times no programa Money Picks.
Tanto o consumo quanto o custo financeiro sofrem os efeitos — segundo estimativas do Itaú BBA, cada alta de 100 pontos-base na Selic, o fluxo de caixa livre anual da varejista reduz em aproximadamente R$ 200 milhões.
Para se recuperar, a empresa pretende adotar medidas como a demissão de cerca de 3 mil funcionários, o fechamento de quase 300 lojas e a reestruturação do passivo através da recuperação judicial.
Com isso, XP Investimentos e BBA colocaram o papel sob revisão, sem preço-alvo nem recomendação. Já o Safra recomenda venda.
Veja mais das análise de bancos e corretoras sobre Casas Bahia
Lojas Renner (LREN3)
A empresa reduziu a projeção de crescimento para 2026 para 4% a 8% ante 9% a 13%, com a ação acumulando queda de cerca de 20%.
Nesse cenário, o UBS diminuiu as estimativas de lucro líquido da Lojas Renner para R$ 1,4 bilhão ante R$ 1,6 bilhão em 2026. O banco estabeleceu um novo preço-alvo de R$ 13,50 ante R$ 18, rebaixando a recomendação de compra para neutra.
Grupo Mateus (GMAT3)
A XP rebaixou a recomendação da empresa de compra para neutra com preço-alvo de R$ 5, por conta da economia mais fraca que consequentemente leva a menos consumo das varejistas.
Entre os principais riscos estão:
- Redução do benefício médio do Bolsa Família;
- Ausência de perspectiva no curto prazo;
- Dinâmica inflacionária menos favorável.
Track & Field (TFCO4)
A Track & Field se beneficia do crescimento do mercado de bem-estar, de acordo com a Empiricus Research, que a coloca como um dos poucos IPOs recentes que entregaram resultados aos acionistas.
Além da venda de roupas e do desenvolvimento de produtos e tecnologias com foco em conforto e desempenho, há a TFSports, que é uma plataforma de eventos e experiências esportivas com mais de 1 milhão de usuários.
Embora a receita dessa operação ainda seja pequena, ela engaja consumidores e pode contribuir para o chamado cross-sell, ou seja, aumentar as vendas de outros produtos e serviços para quem já está dentro do ecossistema da marca.
*Sob supervisão de Renan Sousa