Taxa Selic

O que mudou desde o último Copom? Os dados que o Banco Central terá na mesa para decidir a Selic

17 jun 2026, 10:15 - atualizado em 17 jun 2026, 10:17
(Imagem: iStock/ Rmcarvalho

Antes da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) desta quarta-feira (17), o mercado praticamente fechou consenso para mais um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, que passaria de 14,50% para 14,25% ao ano. Mais do que o movimento em si, porém, investidores e economistas estão atentos ao comunicado do Banco Central para tentar decifrar quais serão os próximos passos da autoridade monetária no segundo semestre.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Desde a última reunião do Copom, uma série de indicadores ajudou a redesenhar o cenário econômico. Enquanto a inflação continua acima da meta, a atividade econômica mostrou força e o mercado de trabalho segue aquecido, fatores que podem influenciar o tom do Banco Central daqui para frente.

Inflação desacelera, mas segue acima da meta

O principal dado observado pelo Copom, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mostrou desaceleração na passagem de abril para maio.

A inflação oficial subiu 0,58% em maio, após avanço de 0,67% em abril. Apesar da perda de ritmo, o índice acumulado em 12 meses alcançou 4,72%, permanecendo acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central, de 4,5% considerando o centro de 3% e a banda de tolerância de 1,5 ponto percentual.

O resultado veio ligeiramente acima das expectativas. A mediana das projeções do mercado apontava alta mensal de 0,55% e inflação acumulada de 4,68% em 12 meses.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Embora o dado tenha sido recebido de forma relativamente positiva, o nível da inflação ainda impõe cautela ao Copom, especialmente diante da persistência dos núcleos inflacionários e das expectativas desancoradas para os próximos anos.

PIB surpreende e reforça preocupação com demanda

Outro dado que ganhou destaque desde a última decisão foi o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

A economia brasileira avançou 1,1% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com os três meses anteriores, acelerando em relação à alta de 0,3% observada no quarto trimestre de 2025.

Economistas destacaram que parte relevante do resultado foi impulsionada por setores menos ligados ao ciclo econômico, como agropecuária e indústria, além de medidas de estímulo ao consumo das famílias.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda que a composição do crescimento sugira perda de fôlego nos próximos trimestres, o número reforçou a percepção de uma atividade econômica mais resiliente do que o esperado, cenário que costuma dificultar o trabalho do Banco Central no combate à inflação.

Mercado de trabalho segue apertado

Os indicadores de emprego também permaneceram no radar da autoridade monetária.

Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o Brasil criou 85.888 vagas formais em abril. O resultado ficou abaixo da expectativa do mercado, que apontava geração líquida de 211,1 mil postos de trabalho.

Apesar da desaceleração na criação de vagas, o saldo acumulado em 12 meses continua robusto, com mais de 1 milhão de empregos formais criados no período.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao mesmo tempo, a taxa de desemprego caiu para 5,8% no trimestre encerrado em abril, ante 6,1% no trimestre anterior. Trata-se da menor taxa para um trimestre encerrado em abril desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012.

O dado reforça a leitura de um mercado de trabalho ainda bastante aquecido, o que tende a sustentar a renda e o consumo das famílias, mas também pode dificultar uma desaceleração mais consistente da inflação de serviços.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar