Onde investir na renda fixa? BTG vê prêmio atrativo neste título para outubro
O BTG Pactual incluiu uma debênture da Prio e retirou um certificado de recebíveis imobiliários (CRI) da Rede D’Or de sua seleção de títulos incentivados de crédito privado para outubro. A atualização consta de relatório divulgado em 6 de outubro.
A entrada do papel da petroleira, de código PEJA23, reflete a avaliação de que o prêmio de crédito — remuneração oferecida pelo risco de emprestar à empresa — está atrativo. O banco destaca a escala de produção, os baixos custos operacionais e a capacidade de geração de caixa da companhia.
Já a saída do CRI da Rede D’Or ocorreu porque a elevada demanda pelo título reduziu o estoque disponível. Para quem já tem o ativo, a orientação do BTG é manter a posição.
O banco ressalta que a retirada de um título da seleção não implica, necessariamente, uma recomendação de venda. As substituições levam principalmente em consideração as condições para novos investimentos.
Por que a Prio entrou na seleção?
A debênture escolhida é atrelada ao IPCA, vence em 15 de abril de 2034 e tem classificação de risco AA+ pela Fitch. O papel conta com fiança da Prio, pagamento semestral de juros e amortização anual a partir de abril de 2032.
Na avaliação do BTG, a petroleira oferece uma combinação de escala produtiva superior à de outros produtores independentes, baixo custo de produção e forte geração de caixa. A diversificação do portfólio e as potenciais sinergias com a aquisição do campo de Peregrino também sustentam a indicação.
Segundo os dados apresentados no relatório, o custo de produção da companhia ficou em US$ 8,9 por barril no segundo trimestre de 2026. A relação entre dívida líquida e Ebitda, indicador usado para medir o endividamento em relação à geração operacional de caixa, recuou de 2 vezes para 1,5 vez entre o primeiro e o segundo trimestres.
O banco também considera o prêmio de crédito atrativo em comparação com outros emissores de mesma classificação de risco no mercado secundário, onde são negociados títulos já emitidos.
Entre os pontos de atenção, o BTG cita a expansão acelerada por aquisições, a exposição às oscilações dos preços do petróleo e os riscos regulatórios. O título foi enquadrado pelo banco na categoria de estratégia moderada.
Como ficou a carteira de crédito privado do BTG?
Além da entrada da Prio, o banco manteve títulos de empresas dos setores de transporte, energia, celulose e agronegócio. A seleção reúne papéis ligados à inflação, ao CDI e uma opção prefixada.
| Emissor | Código do título | Indexador | Vencimento |
|---|---|---|---|
| Autopista Litoral Sul | PLSB1A | IPCA+ | 15/10/2031 |
| Prio — inclusão | PEJA23 | IPCA+ | 15/04/2034 |
| Eldorado | ELDC15 | IPCA+ | 15/10/2035 |
| Eldorado | CRA0250080Y | IPCA+ | 17/09/2040 |
| Equatorial Goiás | CGOSA2 | IPCA+ | 15/01/2038 |
| MetrôRio | MGPRA0 | IPCA+ | 15/03/2042 |
| Rialma | RALM11 | IPCA+ | 15/12/2048 |
| 3Tentos | CRA025008N8 | CDI | 15/10/2030 |
| SLC Agrícola | CRA025007PT | CDI | 22/09/2033 |
| Elektro Redes (Neoenergia) | EKTRB8 | Prefixado | 15/03/2033 |
A seleção é direcionada a investidores qualificados pessoa física e considera as condições de entrada e a relação entre risco, retorno e liquidez dos ativos.
O BTG explica que os títulos são opções independentes entre si, sem necessidade de investir em todos os papéis indicados. Na composição do portfólio, o banco recomenda diversificação entre emissores e setores, além de prazos compatíveis com a necessidade de liquidez do investidor.