Polícia Federal

Operação Rent a Car da PF mira assessores de Sóstenes Cavalcante; líder do PL não é alvo

01 jul 2026, 9:15 - atualizado em 01 jul 2026, 9:16
Assessores de Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) são alvo de operação da PF (Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta (1º) a terceira fase da Operação Rent a Car, batizada de Galho Fraco II, que mira assessores do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). A investigação apura um suposto esquema de desvio de recursos da cota parlamentar da Câmara dos Deputados por meio de uma locadora de veículos suspeita de emitir notas fiscais fictícias.

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Sóstenes não é alvo da operação desta quarta hoje. O Estadão pediu manifestação do deputado sobre as novas diligências da PF. O espaço está aberto para posicionamento.

Em dezembro, a Polícia Federal apreendeu R$ 430 mil em espécie durante diligências em endereços ligados ao deputado. Na ocasião, o líder do PL na Câmara afirmou que o dinheiro era proveniente da venda de um imóvel. Os investigadores, no entanto, suspeitam dessa versão e cumprem novas diligências para aprofundar a apuração sobre a origem dos recursos.

Um dos alvos nesta quarta-feira é apontado pela investigação como o principal suspeito de forjar a compra e venda do imóvel apresentada para justificar a origem dos R$ 430 mil apreendidos no final do ano passado.

As medidas judiciais foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e são cumpridas no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais. O objetivo é coletar e preservar elementos de prova, segundo a PF. Todos os alvos são advogados.

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“As investigações apontam indícios de possível esquema envolvendo agentes públicos, particulares e pessoas jurídicas supostamente utilizadas para dar aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos. Há também indícios de possíveis tentativas de ocultação ou alteração de provas, o que pode caracterizar fraude processual”, informou a PF.

Na fase anterior da operação, a PF também cumpriu mandados de busca e apreensão contra o deputado Carlos Jordy (RJ). Ele negou, na ocasião, qualquer envolvimento em irregularidades.

Reportagem do Estadão revelou que a locadora investigada recebeu R$ 915 mil em recursos da cota parlamentar. Na primeira fase da investigação, a PF concentrou as apurações em assessores dos parlamentares e reuniu informações sobre os contratos. Com o avanço das investigações, a etapa seguinte passou a atingir diretamente os dois deputados.

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Estadão Conteúdo é uma agência de notícias que pertence ao grupo O Estado de S. Paulo e fornece notícias, análises, colunas e cotações, entre outros conteúdos, para veículos de imprensa de todo o Brasil.
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