Ouro

Ouro ganha força e sobe 1% com leitura de Fed mais ‘tolerante’ a inflação

30 jul 2026, 15:21 - atualizado em 30 jul 2026, 15:30
ouro
(Imagem: Freepik/Wirestock)

O ouro encerrou o pregão desta quinta-feira (30) em alta, ganhando espaço com o enfraquecimento do dólar em reação à decisão de política monetária do Banco Central dos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed), e à postura de Kevin Warsh.

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Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato mais líquido do ouro, para agosto, terminou a sessão com avanço de 1,58%, a US$ 4.100,10 por onça-troy.



Já a prata para setembro subiu 1,60%, a US$ 59,017 por onça-troy.

O que mexeu com o ouro hoje?

O mercado de metais preciosos ganhou força com a leitura de que o Federal Reserve adote uma postura mais leniente à inflação.

Ontem, o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos), manteve os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano pela quinta vez consecutiva.

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A decisão também não foi unânime: Beth Hammack, Neel Kashkari e Lorie Logan votaram pela alta de 0,25 ponto percentual nos juros. Essa foi a primeira vez desde 2016 que três dos 12 membros do Fomc discordaram da decisão unificada.

O comunicado não trouxe novidades: reconheceu que a atividade econômica segue “sólida”, a inflação permanece “elevada” e reiterou o compromisso da autoridade monetária com a estabilidade de preços.

Na coletiva de imprensa, Kevin Warsh reforçou que, caso a inflação não desacelere, o Fed poderá voltar a elevar os juros: “Não hesitaremos em agir”, disse ele.

O presidente do Fed também disse que o Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês) segue como o indicador de referência para a meta de inflação do BC, de 2%, mas que está analisando um conjunto mais amplo de dados.

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“A comunicação do Fed trouxe dúvidas sobre a condução da política monetária à frente. Embora tenha reforçado o compromisso com o controle da inflação, [o presidente do BC, Kevin] Warsh evitou explicar em que condições voltaria a elevar os juros”, avaliou Rafael Passos, analista e sócio da Ajax Asset.

Já hoje, o Bureau of Economic Analysis (BEA) do país divulgou que o PCE recuou 0,1% em junho, em linha com as expectativas. No acumulado do ano, a inflação apontou para alta de 3,7% — acima da meta de 2%.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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