Ouro fecha cai com tensões geopolíticas e à espera do Fed
O ouro encerrou em queda nesta quarta-feira (8) com a nova escalada das tensões no Oriente Médio e à espera da divulgação da ata do último encontro de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos).
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em baixa de 0,24%, a US$ 4.157,4 por onça-troy, enquanto a prata para setembro recuou 1,60%, a US$ 61,330 por onça-troy.
O que pressionou o ouro hoje?
A cotação do metal ampliou as perdas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o acordo com o Irã havia terminado. Trump ainda disse que deve realizar uma nova onda de ataques nesta quarta-feira.
Enquanto isso, o Irã ameaça retomar o bloqueio ao Estreito de Ormuz e retaliar as ofensivas, segundo a emissora iraniana TV Press.
Por volta das 15h51 (horário de Brasília), o petróleo Brent para setembro, referência no mercado internacional, operava com alta de 5,37%, a US$ 78,15 o barril. A alta da commodity reacendeu os temores inflacionários.
Diante da expectativa de Federal Reserve mais agressivo, o Bank of America (BofA) reduziu as suas projeções para o ouro em 14%, para o preço médio de US$ 4.360 a onça-troy em 2026, apesar de ainda acreditar que o patamar de US$ 5 mil pode ser alcançado “após o fim do ciclo de aperto monetário”.
Já para 2027, a expectativa é que o metal dourado avance para US$ 4.813 caso os aumentos nos juros sejam interrompidos.
Em segundo plano, a ata da reunião de política monetária do Fed de junho será divulgada ainda hoje.
No radar, o Société Générale aponta que Banco Popular da China (PBoC) estendeu suas compras de ouro pelo 20º mês consecutivo em junho, registrando a maior adição mensal desde outubro de 2023. Para o banco, o PBoC aproveitou a queda dos preços do metal e reforçou sua “diversificação para além dos ativos denominados em dólares americanos”.
*Com informações de Estadão Conteúdo