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Vale (VALE3): Morgan Stanley rebaixa recomendação com piora da perspectiva para minério de ferro

08 jul 2026, 15:54 - atualizado em 08 jul 2026, 15:54
vale
(Imagem: Reuters)

O Morgan Stanley rebaixou a recomendação da Vale (VALE3) de overweight (equivalente à compra) para equal-weight (desempenho em linha com o mercado) e reduziu o preço-alvo dos ADRs da mineradora de US$ 19,50 para US$ 16,50. Segundo o banco, a deterioração das perspectivas para o mercado de minério de ferro, combinada com pressões de custos, reduz o potencial de valorização das ações.

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A revisão faz parte de uma atualização mais ampla para o setor de mineração na América Latina. O Morgan Stanley afirma que passou a favorecer empresas expostas ao cobre e aos metais preciosos, ao mesmo tempo em que vê um cenário menos favorável para o alumínio e o minério de ferro. Nesse contexto, também rebaixou a recomendação da Alcoa e elevou a da Ivanhoe Mines.

Para a Vale, os analistas argumentam que os desafios para o mercado de minério de ferro estão aumentando diante da expectativa de menor produção global de aço, principalmente na China. Em seu novo cenário, o Morgan Stanley reduziu entre 2% e 4% suas projeções para os preços do minério de ferro entre 2026 e 2028 e passou a considerar a commodity como sua menos preferida entre as cobertas pelo banco.

Além disso, o banco revisou para cima sua estimativa de custo caixa C1 da Vale. O Morgan Stanley agora projeta um custo de US$ 23 por tonelada em 2026, cerca de 5% acima de sua estimativa anterior e superior ao guidance da companhia, de US$ 20 a US$ 21,50 por tonelada. Para 2027, a projeção passou para US$ 19,50 por tonelada, alta de 7% em relação ao modelo anterior.

Como consequência, o Morgan Stanley reduziu suas estimativas financeiras para a mineradora. O banco projeta um Ebitda do segundo trimestre de 2026 9% abaixo do consenso do mercado e uma estimativa para o ano 7% inferior. Já as projeções de lucro por ação ficaram 13% abaixo do consenso para o segundo trimestre e 6% menores para 2026.

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Apesar de destacar que o negócio de metais básicos da Vale segue evoluindo de forma positiva, os analistas avaliam que esse potencial já está refletido no preço das ações. Na visão do Morgan Stanley, a empresa negocia atualmente a múltiplos próximos de suas médias históricas, o que limita espaço para uma reprecificação relevante no curto prazo.

Morgan Stanley prefere cobre e ouro

Na atualização para o setor, o Morgan Stanley reforçou sua visão mais construtiva para empresas expostas ao cobre e aos metais preciosos.

O banco elevou a recomendação da Ivanhoe Mines para overweight, afirmando que a forte queda das ações após o evento sísmico na mina Kakula criou um ponto de entrada atrativo para uma tese de crescimento de longo prazo ligada ao cobre.

Por outro lado, o Morgan Stanley rebaixou a Alcoa para equal-weight, argumentando que o mercado de alumínio caminha para um excedente de oferta em 2027. Segundo os analistas, a retomada mais rápida da produção no Oriente Médio e a entrada de novos projetos, principalmente na Indonésia, Arábia Saudita, Índia e Angola, devem pressionar os preços da commodity nos próximos anos.

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Entre as commodities, o Morgan Stanley mantém o cobre como sua principal aposta, sustentado por uma oferta mais restrita, demanda resiliente da China e possíveis impactos das tarifas dos Estados Unidos. O banco também segue otimista com o ouro, enquanto adota uma postura cautelosa para o minério de ferro diante do aumento da oferta global e da desaceleração da produção de aço.

VALE3 recuava 4% nesta quarta-feira, acompanhando as perdas do setor no exterior. Na China, o contrato futuro de minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian, para setembro, encerrou a sessão com alta de 0,88%.

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Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.

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