Economia

Paulo Guedes nega possibilidade de renegociar dívida pública

06 nov 2018, 16:34 - atualizado em 06 nov 2018, 16:34
(Fernando Frazão/Agência Brasil)

O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, negou hoje (6) a possibilidade de renegociação da dívida pública. Em entrevista a jornalistas ao chegar ao Ministério da Fazenda, ele disse que houve um mal-entendido sobre a necessidade de conter a expansão do endividamento do governo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Não se pensa nisso [na renegociação ou na auditoria da dívida pública]. Isso não existe, isso não é um problema. O que existe é uma preocupação com a dívida”, declarou Guedes.

Segundo o futuro ministro, que coordena a área econômica do presidente eleito Jair Bolsonaro, o Brasil precisa diminuir o pagamento dos juros da dívida pública. Ele, no entanto, negou que isso signifique uma renegociação.

“Durante a campanha, falei que [o Brasil] tinha uma despesa de juros demasiada [da dívida pública], de US$ 100 bilhões por ano. Isso é reconstruir uma Europa por ano. Eu falei tantas vezes que os juros são recessivos que o presidente pode ter entendido que íamos renegociar a dívida, mas isso está fora de questão”, enfatizou Guedes.

Para o futuro ministro da Economia, o caminho para o setor público diminuir o pagamento dos juros da dívida pública interna são as privatizações. “Como é que você ataca os juros da dívida interna? Exatamente fazendo como as empresas fazem. Vendem alguns ativos e não deixa a dívida crescer. Depois que o Pedro Parente [presidente da Petrobras até junho deste ano] vendeu algumas subsidiárias e pagou os bancos, a Petrobras valeu dez vezes mais. Com o país é a mesma coisa”, declarou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Superministérios

Em relação à fusão de ministérios, Paulo Guedes disse que os futuros ministros nascerão com superpoderes. Segundo ele, a mudança visa a aumentar a eficiência do Estado e evitar superposições.

“Todo mundo está achando que os futuros ministros têm superpoderes. É o contrário. Os ministérios estão juntos para evitar superposição. Por exemplo, de repente, a Fazenda baixa os impostos e aí o Ministério da Indústria não abriu a economia. Ou então, o Ministério [da Indústria] abre a economia e prejudica a indústria brasileira porque os impostos não foram reduzidos ainda. Não posso promover a competição estrangeira no Brasil sem antes reduzir impostos”, explicou.

Democracia

O futuro ministro da economia disse que o Brasil é um exemplo de democracia emergente bem-sucedida, que tem instituições independentes, imprensa livre e que está num momento de transição para uma aliança de centro-direita. Segundo Guedes, a alternância de poder depois de governos de esquerda é saudável.

“Você vê que nós estamos numa longa transição. Quando tivemos o impeachment de dois presidentes, um de direita e outro de esquerda, nós mostramos a independência do Legislativo. Aí quando o Executivo tentou comprar sustentação parlamentar no Legislativo, o Judiciário despertou e andou prendendo gente do Executivo e do Legislativo. O Brasil é uma democracia emergente. Começou a fazer uma transição para a centro-direita que é importante”, declarou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para Guedes, a alternância de poder é importante. “A história é virtuosa. O Brasil é um Estado de Direito, tem a mídia livre, os poderes independente. Estamos num momento absolutamente tranquilo”, concluiu.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar