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Pensando em investir seu 13° salário na Bolsa? Saiba onde aplicá-lo

Lucas Eurico Simões
30/11/2021 - 17:18
Dinheiro, Real
Rentabilidade não pode ser o único peso na balança na hora de investir seu 13° salário (Imagem: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil)

Nesta reta final de 2021, se tem uma coisa capaz de mudar o humor da água para o vinho, é o pagamento do décimo terceiro salário.

Um dos principais benefícios trabalhistas do país, o décimo terceiro salário tem a primeira parcela paga até esta terça-feira (30). A partir da quarta (1º), o empregado com carteira assinada começará a receber a segunda parcela, que deve ser paga até 20 de dezembro.

Pensando em quem está com as contas em dia e deseja investir sua gratificação natalina em aplicações na Bolsa de Valores, o Money Times listou opções para a virada de ano.

Em entrevista exclusiva, Carol Stange, educadora em finanças pessoais e analista de investimentos, disse que é importante que o investidor tenha em mente o seguinte princípio: buscar a maior rentabilidade com o menor risco possível.

Pode parecer bastante óbvia a afirmação, mas, quando o investidor está diante do home broker na sua corretora, é difícil encontrar os dois cenários de forma tão clara e transparente.

A analistas enfatizou que a rentabilidade por si só “não pode ser o único peso na balança” na hora de escolher o investimento mais adequado de acordo com cada perfil existente (conservador, moderado e arrojado), especialmente considerando um aporte maior, como o décimo terceiro salário.

Onde olhar na renda fixa?

Onde é interessante aplicar o décimo terceiro salário olhando para a renda fixa? A especialista lista os seguintes investimentos, cada um atrelado a um objetivo específico:

Tesouro Selic: indicado para montagem de uma reserva de emergência dada a liquidez diária;

Tesouro pré-fixado: opção aconselhada para planos de médio prazo, geralmente entre um e três anos;

Tesouro IPCA: recomendado para objetivos de longo prazo, acima de cinco anos;

Debêntures: indicadas a investidores mais arrojados, que desejam buscar maior rentabilidade ao emprestarem dinheiro diretamente às empresas, levando em conta o risco de crédito de cada uma.

Dica na virada de ano

Até o acumulado de novembro, o Ibovespa (IBOV) desvalorizou mais de 13% devido à cautela do mercado com o quadro fiscal do Brasil. Além da inflação persistente que provoca o ciclo de alta de juros, a chegada da variante ômicron coloca os investidores em posição ainda mais cautelosa.

Para Stange, a instabilidade nos mercados só deve se acentuar, considerando ainda que 2022 é um ano eleitoral aqui no Brasil.

“A Bolsa deve oscilar com mais ênfase no ano que vem, portanto, o que deve prevalecer na estratégia do investidor é sua carteira ideal, alinhada com seus objetivos e momento de vida”, explica.

É preciso identificar se o momento do investidor está mais voltado à acumulação de recursos ou se a fase é de usufruto, ou seja, quando as aplicações já são capazes de pagarem as despesas mensais.

Outra recomendação da educadora em finanças é evitar operar cenários (quando se tenta prever o que pode acontecer em meio a especulações do momento), o que pode levar ao desbalanceamento da carteira e à perda de dinheiro.

Última atualização por Lucas Eurico Simões - 01/12/2021 - 7:17

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