Internacional

Pesquisa do BCE mostra bancos da zona do euro restringindo crédito e consumidores prevendo mais inflação

28 abr 2026, 6:26 - atualizado em 28 abr 2026, 6:18
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(Imagem: Flickr/Banco Central Europeu)

Os bancos da zona do euro restringiram o acesso ao crédito nos três meses até março e esperam continuar fazendo isso neste trimestre, à medida que a guerra no Irã eleva os preços de energia e os custos de financiamento, mostrou uma pesquisa do Banco Central Europeu (BCE) nesta terça-feira (28).

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A Pesquisa Trimestral de Empréstimos Bancários do BCE, que abrange os 21 países que utilizam o euro, indicou que as condições de financiamento já estavam se deteriorando como resultado do conflito com o Irã, iniciado no fim de fevereiro, mesmo antes de qualquer possível aumento nas taxas de juros pelo BCE.

O endurecimento dos critérios dos bancos para aprovação de empréstimos foi maior do que o esperado e, no caso das empresas, o mais intenso desde o terceiro trimestre de 2023.

“Os riscos percebidos para as perspectivas econômicas e uma menor tolerância ao risco por parte dos bancos foram os principais fatores contribuintes, com instituições indicando, em uma pergunta aberta específica, que os desenvolvimentos geopolíticos e energéticos exerceram pressão para o aperto”, afirmou o BCE.

“Alguns bancos relataram um aperto adicional relacionado à exposição a empresas intensivas em energia e ao Oriente Médio”, acrescentou.

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Para os três meses até junho, os bancos esperam “um aperto líquido generalizado e mais acentuado nos padrões de crédito”, disse o BCE.

A demanda por empréstimos caiu ligeiramente nos três meses até março, contrariando as expectativas dos próprios bancos, já que as empresas reduziram seus investimentos, embora algumas tenham recomposto seus estoques.

“Alguns bancos destacaram que os desenvolvimentos contínuos nos preços de energia estão impulsionando uma maior demanda por liquidez por parte das empresas, enquanto outros apontaram maior incerteza e o adiamento de investimentos como fatores que enfraquecem a demanda”, disse o BCE.

Consumidores esperam mais inflação

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A pesquisa do BCE também mostrou que os consumidores da zona do euro aumentaram de forma acentuada suas expectativas de inflação em março, gerando preocupação entre formuladores de políticas que temem que os altos custos de energia possam elevar as expectativas e tornar o crescimento acelerado dos preços autossustentável.

A inflação disparou desde que a guerra no Irã elevou os preços da energia, e o BCE agora observa com apreensão se esse choque pode gerar efeitos de segunda rodada, exigindo um aperto na política monetária.

As expectativas de inflação para um ano à frente saltaram para 4% em março, ante 2,5% no mês anterior, enquanto as projeções para três anos subiram para 3%, de 2,5%, ambas bem acima da meta de médio prazo de 2% do BCE.

No entanto, os formuladores de políticas podem encontrar algum alívio nas expectativas para cinco anos à frente, que avançaram apenas de 2,3% para 2,4%.

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Em reunião nesta quinta-feira (30), espera-se que o BCE mantenha as taxas de juros inalteradas por enquanto, mas provavelmente deixará claro que aumentos permanecem firmemente em consideração e que o banco agirá diante de sinais de que o choque inicial está sendo incorporado à formação de preços.

Os consumidores também passaram a ter uma visão mais pessimista sobre o crescimento econômico geral, prevendo uma contração de 2,1% para o próximo ano, após estimarem uma queda de apenas 0,9% no mês anterior.

As expectativas de renda permaneceram inalteradas para o próximo ano, mas as expectativas de crescimento dos gastos saltaram de 4,6% para 5,1%, mostrou a pesquisa.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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