Petrobras (PETR4) recebe parcela de R$ 448 milhões referente à subvenção à gasolina e adere a programa do diesel
A Petrobras (PETR4) informou ao mercado no sábado (19) que recebeu parcela do Programa de Subvenção Econômica à comercialização de gasolina. De acordo com o comunicado, houve repasse de R$ 448 milhões à estatal, referentes à comercialização de gasolina no período entre 16 e 31 de julho.
“Com esse pagamento, o montante acumulado recebido pela Petrobras no âmbito dos programas de subvenção ao óleo diesel, gasolina e GLP alcança, até o momento, R$ 9,9 bilhões”, diz a empresa.
Além disso, a estatal informou que seu conselho de administração, em reunião realizada na sexta-feira (18), aprovou a adesão à subvenção econômica aos produtores e importadores de óleo diesel e suas correntes, instituída pela Medida Provisória nº 1.391, de 11 de setembro de 2026.
Segundo o fato relevante, a adesão ocorre nos termos da regulamentação aplicável, incluindo a Portaria MF nº 2.813, publicada em 16 de setembro de 2026, estabelecendo o valor unitário da subvenção em R$ 1,00 por litro de óleo diesel “A”, de uso rodoviário, pelo prazo de 30 dias, podendo ser prorrogada por igual período.
A adesão à subvenção econômica não afasta o direito ao recebimento das subvenções econômicas já devidas ao produtor ou ao importador e nem revoga a adesão da companhia à subvenção autorizada pela MP nº 1.363/2026, no valor de R$ 1,12 por litro de óleo diesel “A”. Os benefícios previstos em ambos os programas são cumulativos.
“Diante do caráter facultativo e do potencial benefício, entende-se que essa adesão é compatível com o interesse da companhia. A efetiva assinatura do termo de adesão ficará condicionada à publicação e à análise do regulamento previsto na MP nº 1.391/2026, necessário à operacionalização da subvenção econômica”, diz a Petrobras.
Ajuste no preço do diesel
O reajuste de R$ 1,00 no preço por litro do diesel, anunciado pela Petrobras na quinta-feira (17) e que entra em vigor a partir de amanhã, não deve chegar às distribuidoras graças ao subsídio do governo. A medida também reduz a defasagem entre os preços da estatal e a referência da política de preços.
Nas contas do Itaú BBA, os preços do diesel praticados pela Petrobras estão aproximadamente 36% abaixo da paridade de importação e, agora, o desconto deve diminuir para cerca de 22% após o reajuste.
Na refinaria, o litro de diesel a R$ 5,42 ainda representa um desconto significativo, na visão do banco, em relação à referência de paridade de importação.
“No entanto, apesar de aproximar os preços domésticos da paridade de importação em uma base spot (à vista), nossa avaliação atual da política de preços da Petrobras indica que ainda seria necessário um aumento adicional de preços para fechar completamente a defasagem considerando a média de todo o ano, mesmo supondo que o subsídio atual de R$ 2,12 por litro permaneça em vigor até o fim de 2026″, avaliou a equipe de analistas liderada por Monique Greco.
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