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Petrobras (PETR4) segue atrativa mesmo com alta de 60% neste ano, diz XP

14 abr 2026, 12:33 - atualizado em 14 abr 2026, 12:34
petrobras dividendos
(Imagem: Caio Acquesta/iStock)

A Petrobras (PETR4) segue como uma das principais recomendações da XP Investimentos, mesmo após valorização de cerca de 60% das ações em 2026. Segundo a corretora, o papel ganhou atratividade diante da mudança no cenário para o petróleo – com a guerra no Irã – e da resiliência na geração de caixa, apesar da política de preços domésticos.

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A instituição destaca que, caso a Petrobras seguisse integralmente a paridade de importação (IPP), poderia gerar cerca de US$ 29,8 bilhões por ano em fluxo de caixa livre para o acionista (FCFE). No entanto, esse não é o cenário atual.

A estatal tem mantido os preços de diesel e gasolina relativamente estáveis no mercado doméstico, o que limita o potencial de alta e concentra a captura de valor nas exportações e em vendas atreladas a benchmarks internacionais, diz a XP.

Com isso, segundo a corretora, a companhia deixa de capturar um upside estimado em US$ 15,6 bilhões anuais. Por outro lado, a XP ressalta que os subsídios do governo — que somam cerca de R$ 1,12 por litro — adicionam aproximadamente US$ 6,5 bilhões ao FCFE, levando a geração total para cerca de US$ 20,7 bilhões em um cenário com Brent a US$ 100 por barril.

Impacto da guerra sobre PETR4

Antes do início da guerra entre Estados Unidos e Irã, o mercado projetava o Brent próximo de US$ 60 por barril – o que implicaria um yield de FCFE de cerca de 4% para 2026, segundo a XP. Desde então, os preços do petróleo subiram de forma relevante, e as expectativas migraram para um patamar estruturalmente mais elevado, afirma.

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Nas conversas com investidores, a XP diz já observar premissas em torno de US$ 70 por barril para 2027, o que levaria o yield de FCFE para cerca de 9% nos níveis atuais das ações. No curto prazo, com o Brent ao redor de US$ 100, esse retorno pode alcançar aproximadamente 15%, segundo os analistas da corretora.

A XP também chama atenção para o comportamento dos preços ao consumidor. Apesar da estabilidade nos preços de refinaria da Petrobras, os combustíveis já ficaram mais caros nas bombas desde o fim de fevereiro. O diesel S-10 subiu cerca de 24% no período, para uma média de R$ 7,58 por litro, enquanto a gasolina avançou 8%, para R$ 6,77 por litro.

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Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
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