Guerra

Apesar de recuar nesta sexta (10), petróleo sobe 5% na semana com retomada da guerra no Oriente Médio

10 jul 2026, 16:42 - atualizado em 10 jul 2026, 16:46
Petróleo Irã
(Imagem: iStock/vadimrysev)

Os preços do petróleo estenderam as perdas da véspera, apesar da redução no fluxo de navios no Estreito de Ormuz e com dúvidas sobre as negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã.

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O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para setembro caiu 0,38%, a US$ 76,01 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para agosto fechou com recuo de 0,93%, a US$ 71,41 o barril.

Na semana, porém, o WTI subiu 3,82%, enquanto o Brent avançou 5,39%.

O que mexeu com o petróleo hoje?

O petróleo operou volátil durante a manhã depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escreveu na rede Truth Social que os EUA e o Irã concordaram em continuar as negociações de paz, mas que Washington disse a Teerã que o cessar-fogo entre os dois países acabou.

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Do lado iraniano, o presidente do parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, respondeu que o conflito entre Teerã e Washington “jamais terminará com a rendição do Irã” e declarou que o país está preparado para responder militarmente caso os Estados Unidos descumpram o memorando firmado entre as partes.

Para analistas da Ritterbusch & Associates, embora a queda de preços das últimas duas sessões sugira otimismo do mercado em relação às negociações, o impasse poderia facilmente continuar durante grande parte deste mês. “Essas conversas podem se mostrar sem sentido, a menos que haja uma definição sobre o controle do Estreito de Ormuz”, dizem.

A Agência Internacional de Energia (AIE) informou nesta sexta-feira que a recente escalada das hostilidades entre os dois países pode mudar o rumo da previsão de um significativo excedente no mercado de petróleo no próximo ano, diante das incertezas sobre o rumo do conflito.

*Com informações de Estadão Conteúdo

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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