Petróleo recua quase 2% após três altas seguidas, mas continua acima de US$ 105
Os preços do petróleo encerraram a sessão desta quarta-feira (13) em queda, mesmo com a continuidade do impasse na guerra no Oriente Médio e à espera do encontro entre os presidentes dos EUA e da China.
Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para julho fecharam em queda de 1,98%, a US$ 105,63 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Na máxima intradia, o barril bateu US$ 108,28.
Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para junho recuaram 1,13%, a US$ 101,02 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.
O que impulsionou o petróleo?
O impasse entre Estados Unidos e Irã seguiu no radar dos investidores, que acompanham a viagem do presidente dos EUA, Donald Trump, à China e cúpula com o líder chinês, Xi Jinping.
A commodity teve baixa hoje diante da possibilidade de uma correção técnica após ter subido pela terceira sessão consecutiva ontem. No entanto, ainda há espaço para os preços avançarem se o conflito com o Irã piorar, afirma Konstantinos Chrysikos, da Kudotrade.
Para Alex Kuptsikevich, da FxPro, os preços do petróleo só não aumentaram mais devido a ter tido, nas últimas sessões, vários amortecedores, incluindo grandes estoques globais, em especial na China, juntamente com exportações mais fortes dos EUA e arranjos de transporte alternativos por produtores do Golfo.
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reduziu em 200 mil barris por dia (bpd) sua previsão para o crescimento da demanda global pela commodity em 2026, enquanto a Agência Internacional de Energia (AIE) passou a prever que a demanda recue 420 mil bpd este ano, ante a estimativa anterior de queda de 80 mil bpd.
Segundo a AIE, o fornecimento de petróleo pode continuar restrito por meses, mesmo após a retomada da navegação pelo Estreito de Ormuz.
No cenário norte-americano, os estoques de petróleo cederam 4,306 milhões de barris na última semana, queda bem acima do esperado pelos analistas.
*Com informações de Estadão Conteúdo