Guerra

Petróleo dispara quase 10% com nova escalada nas tensões entre EUA e Irã e cobrança de pedágio em Ormuz

13 jul 2026, 16:40 - atualizado em 13 jul 2026, 17:09
Bombas de extração são vistas durante o pôr do sol no campo petrolífero de Daqing, na província de Heilongjiang, na China, em 22 de agosto de 2019. REUTERS/Stringer
(Imagem: iStock/vadimrysev)

Os preços do petróleo dispararam nesta segunda-feira (13) e voltaram ao nível de US$ 80 o barril em meio a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã e a disputa sobre controle do Estreito de Ormuz.

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O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para setembro encerrou com alta de 9,59%, a US$ 83,30 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para agosto fechou o dia com salto de 9,42%, a US$ 78,14 o barril.

O que mexeu com o petróleo hoje?

Os Estados Unidos e Irã trocaram ataques durante o fim de semana. No sábado, o Irã informou ter fechado o Estreito de Ormuz após disparar um tiro de advertência que atingiu uma embarcação que seguia por uma rota não autorizada e imobilizaram uma segunda embarcação no dia seguinte.

Já nesta segunda-feira, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os EUA “provavelmente” assumirá o controle da via marítima e que devem ser reembolsados por controlar a via navegável, por onde escoa cerca de 20% do petróleo mundial.

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“Vamos manter o estreito e, provavelmente, administrá-lo. Nos tornaremos os guardiões do estreito. Talvez o chamemos de ‘anjo da guarda do estreito’. E deveríamos ser reembolsados por isso”, disse Trump em uma entrevista por telefone ao programa “Fox & Friends”, da Fox News.

No início da tarde, o chefe da Casa Branca anunciou que os EUA estavam restabelecendo o bloqueio ao transporte marítimo iraniano no Golfo e que vão garantir que o Estreito de Ormuz permaneça aberto — mediante pagamento: uma alíquota de 20% sobre toda a carga que passar na via.

Além disso, as Forças Armadas norte-americanas começarão a implementar um bloqueio marítimo ao Irã nesta terça-feira (14), segundo o Centro Conjunto de Informações Marítimas (JMIC), liderado pela Marinha dos EUA.

Vale lembrar que desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, o Estreito de Ormuz, controlado pelo Irã — sendo uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo —, segue como o principal ponto de atenção do mercado.

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“Qualquer embarcação suspeita de entrar ou sair da área bloqueada sem autorização está sujeita a interceptação, desvio e captura. Embarcações que não cumprirem as normas poderão ser legalmente obrigadas a obedecer, mesmo que seja necessário o uso da força”, afirmou o comunicado.

Cerca de um quinto do consumo global da commodity passa pelo ‘corredor’, que conecta grandes produtores do Oriente Médio — como Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Catar — aos mercados da Ásia, Europa e América do Norte.

Em meio à escalada de tensões, o Goldman Sachs elevou a projeção para o preço de longo prazo do petróleo Brent, que são contratos futuros para três anos à frente, em US$ 9 o barril, para US$ 76 o barril.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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