Petróleo fecha próximo dos US$ 110 com redução de oferta da Arábia Saudita
Os preços do petróleo apresentou nova alta nesta terça-feira (15) com os investidores avaliando os impactos sobre a oferta após a Arábia Saudita fechar um importante oleoduto no país após ataque dos houthis do Iêmen, aliados do Irã.
O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para novembro fechou com alta de 2,90%, a US$ 108,75 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para outubro também subiu 4,38%, a US$ 105,83 o barril.
O que impulsionou o petróleo?
Segundo a Reuters, a Arábia Saudita suspendeu o carregamento de petróleo no porto de Yanbu, às margens do Mar Vermelho, dias depois de ter fechado seu oleoduto Leste-Oeste, uma importante alternativa de escoamento da commodity ao Estreito de Ormuz.
A agência de notícias ainda disse que Riad informou seus clientes europeus de que algumas cargas de petróleo previstas para o fim de setembro serão canceladas.
O impacto à infraestrutura energética da Arábia Saudita ainda é incerto, com analistas da ANZ afirmando que o reino deve aumentar os embarques pelo Estreito de Ormuz, apesar do tráfego registrado na via marítima continuar muito baixo.
Segundo a Axios, Israel e Arábia Saudita discutiram na semana passada, secretamente, como o exército israelense poderia apoiar as operações militares sauditas contra os houthis. Um diplomata disse à Kan News que Tel-Aviv já repassou informações para Riad por meio dos EUA.
Em Ormuz, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, em inglês) afirmou hoje ter atingido um drone militar americano, informou a Fars. Segundo a agência iraniana, o drone foi atingido por disparos do novo e avançado sistema de defesa aeroespacial da IRGC.
Um relatório do governo norte-americano divulgado ontem contradisse declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, ao reconhecer a redução dos estoques de armamentos avançados das Forças Armadas, além de dar luz ao primeiro panorama público dos danos sofridos por aeronaves, bases e postos diplomáticos americanos no Oriente Médio. Trump disse ontem que os Estados Unidos já possuem “grandes quantidades” de armamentos avançados em estoque.
*Com informações de Estadão Conteúdo