Mercados

Recompra de títulos foi um ‘sucesso’, diz Bessent mesmo com juros de 10 anos no maior nível em quase duas décadas

15 set 2026, 15:06
Scott Bessent Tesouro Estados Unidos EUA
Scott Bessent, secretário do Tesouro dos Estados Unidos (Foto: REUTERS/Jonathan Drake/File Photo/File Photo)

Ao contrário da percepção do mercado, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta terça-feira (15) que as recompras de títulos de dívida de longo prazo foram bem-sucedidas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Há um cenário alternativo sobre o que teria acontecido — e, então, realizamos os dois leilões de títulos do Tesouro mais bem-sucedidos que tivemos nos últimos 20 anos”, disse Bessent em uma audiência no Congresso.

“Desde que o presidente Trump assumiu o cargo, (o mercado de títulos dos EUA) tem sido o mercado de títulos com melhor desempenho no mundo desenvolvido”, acrescentou o secretário.

Mais cedo, os rendimentos do título de 10 anos, referência para empréstimos imobiliários, financiamento de veículos e dívidas de cartão de crédito, atingiu 5,041%, ultrapassando o pico de 2023 alcançado na véspera e opera no maior valor desde meados de 2007.

Nos últimos dias, os rendimentos dos títulos norte-americanos, os Treasuries, operam nos níveis recordes, mesmo após o Tesouro realizar a maior recompra da história na semana passada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na última quinta-feira (10), o Tesouro recomprou US$ 6 bilhões em títulos de 10 e 20 anos, o triplo do montante habitual, e anunciou operações futuras de pelo menos US$ 4 bilhões. A operação entrou em vigor no último dia 10 e devem se estender até 4 de novembro.

Bessent, por sua vez, tem defendido que a operação é uma forma de injetar liquidez e combater o aumento dos rendimentos dos títulos, que estão elevando o custo do serviço da dívida para o governo.

Para o ING, o secretário parece estar disposto a deixar uma forte queda nos preços dos títulos – e alta nos rendimentos –, impulsionada em grande parte pelo petróleo, “seguir seu curso, talvez contando com a provável alta de juros do Fed nesta semana para, ao menos, evitar que as expectativas de inflação saiam de controle”.

*Com informações de Reuters

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar