Recompra de títulos foi um ‘sucesso’, diz Bessent mesmo com juros de 10 anos no maior nível em quase duas décadas
Ao contrário da percepção do mercado, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta terça-feira (15) que as recompras de títulos de dívida de longo prazo foram bem-sucedidas.
“Há um cenário alternativo sobre o que teria acontecido — e, então, realizamos os dois leilões de títulos do Tesouro mais bem-sucedidos que tivemos nos últimos 20 anos”, disse Bessent em uma audiência no Congresso.
“Desde que o presidente Trump assumiu o cargo, (o mercado de títulos dos EUA) tem sido o mercado de títulos com melhor desempenho no mundo desenvolvido”, acrescentou o secretário.
Mais cedo, os rendimentos do título de 10 anos, referência para empréstimos imobiliários, financiamento de veículos e dívidas de cartão de crédito, atingiu 5,041%, ultrapassando o pico de 2023 alcançado na véspera e opera no maior valor desde meados de 2007.
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Nos últimos dias, os rendimentos dos títulos norte-americanos, os Treasuries, operam nos níveis recordes, mesmo após o Tesouro realizar a maior recompra da história na semana passada.
Na última quinta-feira (10), o Tesouro recomprou US$ 6 bilhões em títulos de 10 e 20 anos, o triplo do montante habitual, e anunciou operações futuras de pelo menos US$ 4 bilhões. A operação entrou em vigor no último dia 10 e devem se estender até 4 de novembro.
Bessent, por sua vez, tem defendido que a operação é uma forma de injetar liquidez e combater o aumento dos rendimentos dos títulos, que estão elevando o custo do serviço da dívida para o governo.
Para o ING, o secretário parece estar disposto a deixar uma forte queda nos preços dos títulos – e alta nos rendimentos –, impulsionada em grande parte pelo petróleo, “seguir seu curso, talvez contando com a provável alta de juros do Fed nesta semana para, ao menos, evitar que as expectativas de inflação saiam de controle”.
*Com informações de Reuters