Mercados

Petróleo tem 4º dia de queda e ameaça perder US$ 100 por barril

21 set 2026, 16:27 - atualizado em 21 set 2026, 16:33
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Ccampo petrolífero de Airankol, operado pela Caspiy Neft na região de Atyrau, no Cazaquistão (REUTERS/Pavel Mikheyev)

Os preços do petróleo engataram o quarto dia de quedas consecutivas, com o barril do Brent próximo a perder o nível de US$ 100 por barril, com a retomada de fluxos pelo oleoduto da Arábia Saudita e o otimismo da retomada das negociações entre EUA e Irã.

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O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para novembro fechou com queda de 3,40%, a US$ 100,34 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.



Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para o mesmo mês caiu 3,86%, a US$ 92,37 o barril.

O que influenciou o petróleo?

O otimismo com uma possível retomada nas negociações de cessar-fogo entre EUA e Irã voltou à mesa após o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmar que está disposto a se encontrar com o mandatário iraniano, Masoud Pezeshkian, na Assembleia Geral da ONU nesta semana, em entrevista à Fox News.

No fim de semana, uma reportagem do The New York Times, citando fontes, noticiou que Trump não deve bombardear por enquanto os houthis, grupo extremista do Iêmen apoiado pelo Irã e que controla o Mar Vermelho.

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O mercado também operou com expectativas de retomada do fluxo da commodity no Oriente Médio. A estatal saudita de petróleo Saudi Aramco carregou cerca de 14 milhões de barris de petróleo em sete superpetroleiros ontem (20), segundo informações da Reuters.

O volume de óleo bruto, carga e gás natural liquefeito que passou pelo Estreito de Ormuz nas últimas duas semanas atingiu o nível mais alto em seis meses, segundo comunicado do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), um dos comandos combatentes unificados do Departamento de Defesa norte-americano.

Na visão do banco Julius Baer, o mercado em geral não está ficando sem petróleo, pois o aumento dos fluxos por Ormuz e por outras rotas ajudou a compensar as interrupções do Oleoduto Leste-Oeste, da Arábia Saudita, e no Estreito de Bab Al-Mandeb, no Mar Vermelho, enquanto a menor demanda contribuiu para manter o mercado global praticamente equilibrado desde o verão (do Hemisfério Norte).

O banco suíço projeta Brent a US$ 77,50 por barril nos próximos três meses.

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*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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