Petróleo avança mais de 2% com impasse entre EUA e Irã e saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep
Os preços do petróleo fecharam a sessão desta terça-feira (28) em alta na ausência de notícias sobre as negociações de paz entre Estados Unidos e Irã e a saída dos Emirados Árabes Unidos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).
Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para julho fecharam em alta de 2,66%, a US$ 104,40 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para junho subiram 3,69%, a US$ 99,93 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.
O que mexeu com o petróleo hoje?
Os preços do petróleo continuaram a monitorar as negociações de paz no Oriente Médio.
Hoje, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o Irã informou que está em um “estado de colapso” e que o país persa pediu a reabertura do Estreito de Ormuz “o mais rápido possível”. A informação não foi confirmada por autoridades iranianas.
Já o The Wall Street Journal revelou que Trump está cético sobre uma proposta iraniana que poderia resultar na reabertura do Estreito de Ormuz.
No final da tarde, a Reuters noticiou que agências de inteligência dos EUA estão estudando como o Irã reagiria caso Trump declarasse uma vitória unilateral na guerra, que completou dois meses.
Além disso, os Emirados Árabes Unidos anunciaram a saída da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). O país já não deve participar da próxima reunião do grupo, prevista para 3 de maio.
“A decisão dos Emirados Árabes Unidos de sair da Opep reflete uma evolução orientada por políticas, alinhada aos fundamentos de mercado de longo prazo”, disse o ministro da Energia e Infraestrutura do país, Suhail Mohamed Al Mazrouei, em uma publicação no X.
“Agradecemos à Opep e aos seus países membros por décadas de cooperação construtiva. Permanecemos comprometidos com a segurança energética, fornecendo suprimentos confiáveis, responsáveis e de menor emissão de carbono, ao mesmo tempo em que apoiamos mercados globais estáveis”, acrescentou.