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Petróleo recua US$ 19 em maio, maior queda mensal em dólares desde março de 2020; entenda

29 maio 2026, 16:39 - atualizado em 29 maio 2026, 16:57
petróleo
(Imagem: REUTERS/Stringer/Archivo)

Os preços do petróleo recuaram nesta sexta-feira (29) diante do otimismo de que um acordo seja firmado entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio.

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Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para agosto recuaram 1,7%, a US$ 91,12 o barril. Na semana, o tombo acumulado foi de 17,4%.



na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho fecharam em baixa de 1,73%, a US$ 87,36. No mês, o WTI teve perdas de 16,8%.

No mês, segundo dados da Dow Jones Market Data, o Brent teve baixa de US$ 19, a maior queda mensal em dólares desde março de 2020, enquanto o WTI cedeu US$ 17, maior recuo desde novembro de 2021.

O que mexeu com o petróleo?

As cotações do petróleo perderam força diante das notícias de que Estados Unidos e Irã estariam próximos de um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio.

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Na mínima, o Brent chegou a operar abaixo dos US$ 90 após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou mais cedo no Truth Social que se reuniria para tomar uma decisão final em relação ao acordo com o Irã. Trump, no entanto, reiterou a necessidade do fim do programa nuclear iraniano e a abertura imediata do Estreito de Ormuz.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou que mensagens estão sendo trocadas com os EUA, mas que, por enquanto, nenhum acordo final foi alcançado ainda. Em comentários hoje, Baghaei disse que as negociações estão focadas no fim da guerra e que as questões nucleares não estão sendo discutidas em detalhes nesta fase.

De acordo com o jornal New York Times, a reunião de Trump durou cerca de duas horas, mas o presidente norte-americano não chegou a uma decisão sobre qualquer novo acordo com o Irã, segundo alto funcionário do governo.

Os norte-americanos acreditam estar próximos de um acordo, mas ainda há certas questões em debate, incluindo o descongelamento de recursos para os iranianos, informou o funcionário.

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Para o analista do Price Futures Group, Phil Flynn, a queda dos preços do petróleo hoje reflete a esperança dos investidores de que uma saída diplomática esteja ao alcance. “Isso é uma boa notícia para a estabilidade energética global e para os consumidores”, afirma.

Enquanto isso, no fronte da guerra na Ucrânia, um ataque de drones na madrugada contra a região russa de Yaroslavl provocou um grande incêndio em uma instalação de armazenamento de combustível. A refinaria tem sido repetidamente alvo de drones, incluindo ataques nos dias 8 e 13 de maio.

*Com informações de Estadão Conteúdo

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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