Mercados

Petróleo amplia perdas após Trump cancelar ataques planejados contra o Irã

12 jun 2026, 4:32 - atualizado em 12 jun 2026, 4:32
Brava - Petróleo petroleiras
(Imagem: iStock/Joa_Souza)

Os preços do petróleo caem cerca de 2% nesta sexta-feira (12), ampliando as perdas da sessão anterior após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cancelar planos de realizar ataques contra o Irã. A decisão reduziu os temores de uma escalada das hostilidades após os ataques de retaliação entre os dois países ocorridos no início da semana.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os contratos futuros do Brent recuavam US$ 1,69, ou 1,87%, para US$ 89,69 por barril às 4h29 (horário de Brasília), enquanto o petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, caía US$ 1,47, ou 1,68%, para US$ 86,24 por barril.

  • CONFIRA: Está em dúvida sobre onde aplicar o seu dinheiro? O Money Times mostra os ativos favoritos das principais instituições financeiras do país; acesse gratuitamente

Trump cancelou os ataques planejados nesta quinta-feira (11), afirmando que as negociações com o Irã haviam avançado e que um acordo de paz capaz de reabrir o Estreito de Ormuz ao tráfego marítimo poderia ser assinado já neste fim de semana, embora Teerã tenha declarado que ainda não tomou uma decisão final.

“Embora isso possa, é claro, ser apenas mais uma falsa esperança, a reação do mercado foi rápida e decisiva”, afirmou Tony Sycamore, analista de mercado da IG.

Ele acrescentou que, mesmo com a correção para baixo nos preços do petróleo, “enquanto a cotação se mantiver acima do suporte na faixa dos US$ 80 baixos, os riscos continuarão claramente inclinados para uma alta”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


Na mesma quinta-feira, o Irã havia anunciado o “fechamento” do Estreito de Ormuz, por onde o tráfego marítimo já estava severamente limitado, afirmando que abriria fogo contra qualquer embarcação que tentasse atravessar a hidrovia.

O estreito normalmente é responsável pela passagem de cerca de um quinto das remessas globais de petróleo e gás natural liquefeito, com o bloqueio mantido por Teerã há vários meses sustentando os preços da energia em níveis elevados.

A mídia estatal iraniana informou nesta sexta-feira que forças iranianas impediram um petroleiro de atravessar o Estreito de Ormuz sem coordenação prévia.

Por sua vez, os militares americanos afirmaram nas redes sociais que embarcações comerciais continuam transitando pela via marítima.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Seríamos cautelosos em assumir que a extensão do cessar-fogo é um fato consumado. Mesmo que seja, ele pode ser frágil. E, claramente, se as negociações nucleares não avançarem, tudo poderá desmoronar com muita facilidade”, escreveram analistas do ING em relatório divulgado hoje.

“Na nossa avaliação, o mercado alcançará um ponto crítico no final de julho caso não haja retomada dos fluxos de petróleo até lá. Nesse momento, os níveis de estoque e a demanda sazonalmente mais forte poderão impulsionar os preços significativamente para a faixa de US$ 120 a US$ 130 por barril.”

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reduziu ontem sua previsão de crescimento da demanda mundial de petróleo para 2026, passando de 1,17 milhão para 970 mil barris por dia, marcando sua segunda revisão consecutiva para baixo.

O grupo produtor também afirmou que o consumo deverá se recuperar posteriormente, elevando sua projeção de crescimento da demanda para 2027. A Opep agora prevê aumento de 1,73 milhão de barris por dia em 2027, um acréscimo de 190 mil barris diários em relação à estimativa anterior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar