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Petróleo caí levemente mesmo com aumento de preocupações com oferta após impasse em negociações

01 jul 2026, 5:22 - atualizado em 01 jul 2026, 5:22
Petróleo EUA china
(Foto: Reuters/Eli Hartman)

Os preços do petróleo leve queda nas negociações desta quarta-feira (1º), mesmo diante das preocupações de que o impasse nas negociações entre Irã e Estados Unidos para um acordo definitivo que encerre a guerra possa prolongar as interrupções no fornecimento de petróleo em uma das principais regiões produtoras do Oriente Médio.

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Os contratos futuros do Brent caíam 6 centavos, ou 0,08%, para US$ 72,89 por barril às 5h18 (horário de Brasília), enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos caía 17 centavos, ou 0,24%, para US$ 69,33 por barril.

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“Ormuz continua reabrindo, mas de forma irregular, imprevisível e sem total transparência”, afirmou Vandana Hari, fundadora da consultoria de análise do mercado de petróleo Vanda Insights.

“A menos que haja um novo entendimento entre Washington e Teerã, o mercado poderá adotar uma postura de espera até que haja uma paz duradoura antes que o petróleo volte a retomar uma tendência de baixa.”



O genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Jared Kushner, e o enviado especial Steve Witkoff chegaram a Doha para o que a Casa Branca descreveu como negociações “de alto nível” nesta terça-feira (30). No entanto, o Irã e o Catar, país anfitrião, informaram que os norte-americanos se reuniriam com mediadores e não diretamente com representantes iranianos.

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O Catar informou que o primeiro-ministro Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al Thani estava entre as autoridades que se reuniriam com Witkoff e Kushner.

O Brent caiu cerca de US$ 45 por barril no segundo trimestre deste ano, registrando sua maior perda trimestral desde a crise financeira global de 2008. Já os contratos futuros do petróleo nos Estados Unidos recuaram cerca de US$ 31 por barril, a maior queda trimestral desde 2020, quando a pandemia de Covid-19 derrubou a demanda global por petróleo.

Essas perdas ocorreram após avanços nas negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio, depois da forte alta registrada em março, provocada pelo início das hostilidades.

Analistas reduziram, pela primeira vez desde o início da guerra entre Irã e EUA, suas projeções para os preços do petróleo em 2026, após cinco meses consecutivos de revisões para cima. Segundo pesquisa da Reuters divulgada ontem, a reabertura do Estreito de Ormuz reduziu as preocupações com interrupções prolongadas na oferta.

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O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que o Irã será impedido de cobrar pedágios pela passagem de navios no estreito.

“Isso não vai terminar com os iranianos cobrando pedágios de navios que passam pelo Estreito de Ormuz”, disse Vance ao programa The Michael Knowles Show.

O tráfego de navios-tanque pela estratégica hidrovia começou a se recuperar, com Vance afirmando que o fluxo de petróleo pelo estreito já retornou aos níveis observados antes da guerra.

Enquanto isso, os estoques de petróleo bruto dos Estados Unidos voltaram a cair na semana passada, assim como os estoques de gasolina, segundo fontes do mercado que citaram dados divulgados ontem pelo American Petroleum Institute (API).

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De acordo com essas fontes, que falaram sob condição de anonimato, os estoques de petróleo bruto diminuíram em 6,1 milhões de barris na semana encerrada em 26 de junho.

Os dados oficiais sobre os estoques de petróleo dos Estados Unidos, divulgados pela Energy Information Administration (EIA), serão publicados hoje.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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