Mercados

Petróleo em queda, mas com mercado ainda tenso com conflitos no Oriente Médio

05 maio 2026, 5:38 - atualizado em 05 maio 2026, 5:38
Petróleo EUA china
(Foto: Reuters/Eli Hartman)

Os contratos futuros de petróleo recuam nesta terça-feira (5), mas se mantém ainda em níveis altos após novos confrontos no Oriente Médio, enquanto investidores monitoravam os desdobramentos do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã.

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Os EUA e o Irã lançaram novos ataques no Golfo ontem, enquanto disputavam o controle do Estreito de Ormuz com bloqueios marítimos rivais, abalando uma trégua já frágil.

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Os futuros do Brent caíam US$ 1,53, ou 1,34%, para US$ 112,90 por barril às 5h34 (horário de Brasília), após subirem 5,8% nesta segunda-feira. O petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA recuava US$ 2,66, ou 2,50%, para US$ 103,80, depois de avançar 4,4% na sessão anterior.

“Os preços continuam sendo negociados em uma faixa altamente volátil, impulsionados principalmente pelas tensões em curso no Estreito de Hormuz”, disse Priyanka Sachdeva, analista sênior de mercado da Phillip Nova.

“Embora os preços tenham recuado levemente nas sessões recentes, isso não se deve a uma melhora real nos fundamentos, mas sim a um alívio temporário após os EUA lançarem a ‘Operação Liberdade’”, acrescentou.

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Os EUA lançaram nesta segunda-feira (4) uma nova operação com o objetivo de reabrir o estreito ao transporte marítimo. Posteriormente, a Maersk informou que o Alliance Fairfax, um navio transportador de veículos com bandeira dos EUA, deixou o Golfo pelo estreito acompanhado por forças militares americanas.



“Isso mostra que uma passagem segura limitada é possível nas condições atuais e ajuda a reduzir parte dos temores mais extremos de interrupção no fornecimento”, disse Tim Waterer, analista-chefe de mercado da KCM Trade, em comunicado por e-mail.

“No entanto, ainda se trata muito mais de um evento isolado do que de uma reabertura completa”, acrescentou.

Ainda assim, o Irã lançou ataques no Golfo para conter as ações dos EUA em busca de controle sobre o Estreito de Ormuz, que liga o Golfo a mercados globais e normalmente transporta petróleo e gás equivalentes a cerca de 20% da demanda mundial diária.

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Diversas embarcações comerciais teriam sido atingidas na região, enquanto um importante porto de petróleo nos Emirados Árabes Unidos foi incendiado após um ataque iraniano. A tentativa de Trump de usar a Marinha dos EUA para liberar a navegação representa a maior escalada da guerra desde que um cessar-fogo foi declarado há quatro semanas.

“Os mercados podem encontrar algum alívio hoje após os comentários feitos durante a noite pelo presidente Trump sugerindo que o conflito pode continuar por mais duas a três semanas”, disseram analistas do ING em relatório a clientes.

No entanto, há considerável ceticismo no mercado em relação a essa visão, diante da recente escalada e das repetidas revisões nos prazos previstos para o fim das hostilidades desde o início do conflito, acrescentaram.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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