Petróleo

Petróleo despenca mais de 8% e Brent ameaça perder o nível de US$ 100 com sinalizações sobre acordo de paz entre Irã e EUA

02 nov 2026, 15:39 - atualizado em 02 nov 2026, 15:40
Petróleo Irã
(Foto: Reuters/Dado Ruvic)

Os preços do petróleo recuam mais de 8% na tarde desta segunda-feira (2), à medida que as negociações entre autoridades do Irã e do Catar alimentaram esperanças de um fim à guerra no Oriente Médio.

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Por volta 15h40 (horário de Brasília), o contrato mais líquido do Brent, negociado para janeiro, caía 8,23%, a US$ 104,09 por barril na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).



No mesmo horário, o contrato do West Texas Intermediate (WTI), referência para o mercado norte-americano, para dezembro recuava 7,92%, a US$ 95,87 por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.

Os negociadores iranianos mantiveram dias de conversações com mediadores do Catar com o objetivo de pôr fim ao conflito. Um rascunho de proposta está circulando, com a possibilidade de uma reunião de acompanhamento, disse uma autoridade a par das negociações à Reuters.

Ontem (1º), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse que o objetivo das negociações “em andamento e progredindo” era continuar as consultas com os mediadores do Catar, acrescentando que Teerã estava preparada tanto para “a defesa quanto para a diplomacia”.

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Além disso, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país, Esmail Baghaei, afirmou que Teerã tem um plano de dois dias para reabrir o Estreito de Ormuz e retomar as negociações nucleares com os EUA, caso Washington atenda às suas exigências.

Do outro lado, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país persa não pode ter armas nucleares. No fim de semana, porém, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que Trump prefere não usar a força militar contra o Irã e gostaria de resolver o conflito diplomaticamente.

Mercado (ainda) em alerta

Apesar do alívio, o Goldman Sachs elevou suas previsões para o preço do petróleo devido aos elevados riscos de abastecimento e afirmou que o Brent poderia saltar para US$ 140 em 2027 se a produção de petróleo do Golfo permanecer 3,5 milhões de barris por dia abaixo de sua média de 2025.

“O aumento dos ataques a navios, os danos à infraestrutura petrolífera e um prêmio de risco mais persistente continuam sendo os principais fatores que podem impulsionar uma alta”, afirmou o banco em um relatório recente.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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