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Plano&Plano (PLPL3) lucra R$ 67,3 milhões no 2T26, queda anual de 34,5%

13 ago 2026, 8:01 - atualizado em 13 ago 2026, 8:02
plano & plano plpl3
Plano&Plano (PLPL3) lucra R$ 67,3 milhões no 2T26, queda anual de 34,5% (Foto: Flávya Pereira/Money Times)

A Plano&Plano (PLPL3) registrou lucro líquido de R$ 67,3 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), queda de 34,5% em relação ao apurado no mesmo intervalo de 2025, mas 44,1% acima do 1T26.

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Segundo balanço divulgado ao mercado, a receita líquida da construtora somou R$ 914,8 milhões entre abril e junho, alta de 16,7% na comparação com um ano antes.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado totalizou R$ 127,1 milhões, recuo de 11% na mesma base anual. A margem Ebitda ajustada ficou em 13,9%, versus 18,2% no 2T25.

A companhia registrou consumo de caixa operacional de R$ 94,5 milhões no trimestre. Considerando os efeitos das operações de cessão de recebíveis, o consumo de caixa foi de R$ 110,5 milhões.

De acordo com a Plano&Plano, entre os principais fatores que impactaram o fluxo de caixa no período, está o programa “Pode Entrar“, em parceria com a Prefeitura de São Paulo, com aproximadamente R$ 50 milhões em recebimentos ainda pendentes de realização, mas com expectativa de entrada ainda em 2026.

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Além disso, segundo a empresa, cerca de R$ 35 milhões em recebíveis de clientes da faixa de renda informal, previstos para o 2T26, deverão ser convertidos em caixa no trimestre seguinte, “refletindo o prazo operacional entre a conclusão dos processos de repasse junto à Caixa Econômica Federal e a efetivação dos respectivos registros”.

Operacional

No campo operacional, a Plano&Plano realizou, entre abril e junho, o lançamento de cinco empreendimentos, que somam 3.138 unidades e VGV (valor geral de vendas) de R$ 826 milhões. O volume representa uma queda de 16,2% em relação ao primeiro trimestre de 2026.

Já as vendas líquidas da companhia alcançaram R$ 916,6 milhões, crescimento de 2,5% na comparação anual.

O preço médio das unidades lançadas no trimestre foi de R$ 263,2 mil, um decréscimo de 2,2% quando comparado ao 1T26 e uma diminuição de 48,3% quando comparado ao 2T25.

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Segundo a empresa, essa variação decorre do mix de produtos lançados, uma vez que 100% dos lançamentos do 2T26 foram enquadrados na Faixa 2 do programa Minha Casa, Minha Vida, em comparação a 68,4% no 1T26, por exemplo.

A construtora registrou recorde histórico de 44,4 mil unidades em construção no 2T26, distribuídas em 66 canteiros de obras, um aumento de 26,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O estoque de terrenos encerrou junho com VGV potencial de R$ 34,2 bilhões, suficiente para o lançamento de aproximadamente 128 mil imóveis. A área total dos terrenos é de 1,2 milhão de metros quadrados. Desse total, 93% estão localizados no município de São Paulo.

“Do ponto de vista comercial, seguimos observando uma demanda consistente pelo produto habitacional de interesse social, mas num ambiente mais competitivo do que em anos anteriores”, afirmou a Plano&Plano.

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“O número de imóveis de baixa renda lançadas na capital paulista nos últimos 12 meses está no patamar mais alto dos últimos anos. Esse fenômeno traz desafios adicionais: primeiro, maior poder de escolha dos potenciais clientes, e, segundo pressão inflacionária nos custos de construção”, prosseguiu.

A companhia também citou impactos da guerra no Irã sobre os custos de transporte e de materiais ligados a derivados de petróleo.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.

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