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Por que uma decisão sobre biocombustíveis está mexendo com o agro global

21 abr 2026, 14:00 - atualizado em 17 abr 2026, 13:41
commodities fertilizantes
(iStock.com/Alfribeiro)

Uma decisão de novas regras para a mistura de biocombustíveis nos Estados Unidos está impactando as commodities agrícolas e trazendo boas notícias para a soja e para o milho, de acordo com o BB Investimentos.

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Em março de 2026, o programa Padrão de Combustíveis Renováveis (RFS) dos EUA anunciou os maiores volumes da história, representando uma alta de 60% em relação aos volumes do ano anterior.

O aumento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel americano pode resultar em maior demanda para os produtores de soja, segundo o relatório. O cenário da guerra no Oriente Médio também ajuda a sustentar a valorização dos preços da soja, pois os biocombustíveis também estão mais valorizados.

Os analistas ainda apontam que a maior procura pelo óleo de soja, usado na produção de biodiesel e diesel renovável, também traz reflexos “sobre o farelo e os custos da cadeia de alimentos, já que o grão é amplamente utilizado na produção de ração animal”.

Além da decisão da RFS, a divulgação da primeira intenção americana de plantio da safra 26/27 também está no radar das commodities. Para a soja, os dados têm uma alta de 4,3% em relação à safra anterior, ainda abaixo da média das projeções do mercado.

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Em relação ao milho, o cenário de intenção de plantio veio 3,5% abaixo da safra anterior, acima das expectativas do mercado. A redução da área plantada cria uma oferta mais restrita do grão o que, para o BB Investimentos, também contribui para sustentar os preços.

Apesar das boas perspectivas, o banco aponta um alerta: a escalada dos preços dos fertilizantes nitrogenados e fosfatados pode piorar a relação de troca do setor.

A alta, que tem sido apresentada desde o início dos conflitos entre Israel, Irã e EUA, tem preocupado produtores, que podem sofrer com margens pressionadas, mesmo com valor positivo das commodities. Esse retrato já vem se formando desde o mês passado, com adiamento das compras de fertilizantes.

No caso das proteínas animais, o relatório mostra que as margens de lucro dos frigoríficos têm sido mais pressionadas na comparação anual. As carnes de frango e suína estão sendo impactadas pela queda de preços no mercado interno. Já os preços da carne bovina subiram, todavia o custo do boi gordo também foi elevado acima desses níveis. O BB indica que o cenário deve se manter ao longo do ano.

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Entre as recomendações de investimentos do relatório, o destaque de março ficou com a SLC Agrícola (SLCE3), “maior valorização entre as empresas cobertas, puxada pela alta das commodities agrícolas após o início do conflito entre Estados Unidos e Irã”.

Veja todas as recomendações:

EmpresaTickerCotaçãoPreço-alvo 2026Potencial (%)Recomendação
3TentosTTEN316,4820,826,2Compra
AmbevABEV315,93160,4Neutra
MinervaBEEF34,23889,1Neutra
JBSJBSS3287,9110519,4Compra
M. Dias BrancoMDIA323,9627,213,5Neutra
MarfrigMBRF32126,224,8Neutra
OurofinoOFSA328,6124-16,1Neutra
SLC AgrícolaSLCE319,118,4-3,7Neutra
Boa SafraSOJA37,5114,998,4Neutra

*Com supervisão de Juliana Américo

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
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