Radar do mercado

Gol (GOLL54), CBA (CBAV3), Oncoclínicas (ONCO3) e outros destaques desta sexta-feira (30)

30 jan 2026, 9:33 - atualizado em 30 jan 2026, 9:42
Gol
(Imagem: Divulgação/Gol)

A aprovação da oferta pública de aquisição de ações (OPA) da Gol (GOLL54), o acordo da Chinalco e Rio Tinto para compra da CBA (CBAV3) e o posicionamento da Oncoclínicas (ONCO3) sobre medida judicial contra o Banco de Brasília são alguns dos destaques corporativos desta sexta-feira (30).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Confira os destaques corporativos de hoje

CVM aprova OPA da Gol (GOLL54), que fechará capital

Gol (GOLL54) informou ao mercado, na noite de quinta-feira (29), que obteve o registro da oferta pública de aquisição de ações (OPA) para fechar o capital da companhia na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Em outubro do ano passado, a companhia propôs, sob a justificativa de simplificar a estrutura, buscar sinergias e reduzir custos, a incorporação dela mesma e sua subsidiária Gol Investment Brasil (GIB) pela Gol Linhas Aéreas (GLA), que atualmente também é uma subsidiária integral da Gol, de capital fechado.

A GIB, na posição de ofertante, compartilhou com a Gol o edital da OPA. Conforme o documento, os acionistas poderão vender suas ações preferenciais pelo preço de R$ 11,45 por lote de 1.000 ações (GOLL54), sujeito aos ajustes previstos no edital, em leilão a ser realizado na B3 em 19 de fevereiro de 2026.

“Como destacado pela ofertante, o preço da OPA é superior ao valor justo indicado no laudo de avaliação de 9 de janeiro de 2026, elaborado pela Apsis Consultoria Empresarial Ltda., empresa especializada escolhida em Assembleia Especial de Preferencialistas realizada em 13 de novembro de 2025, nos termos da legislação e
regulamentação aplicável”, diz o comunicado ao mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Chinalco e Rio Tinto fazem acordo com Votorantim para compra da CBA por R$ 4,7 bilhões

A companhia chinesa de alumínio Chinalco e a mineradora australiana Rio Tinto anunciaram nesta quinta-feira (29) acordo de R$ 4,7 bilhões para compra da participação da Votorantim na Companhia Brasileira de Alumínio (CBA).

O acordo envolve a participação de 68,6% detida pela Votorantim na CBA e a criação de uma joint-venture no Brasil que ficará com as ações. A joint-venture será controlada por uma subsidiária da Chinalco que terá 67% e a Rio Tinto o restante.

A transação vai envolver ainda uma oferta pública (OPA) pelo restante das ações da CBA no mercado a ser lançada pela joint-venture, afirmaram as empresas em comunicado ao mercado.

“Embora a intenção atual seja que a joint-venture lance uma oferta pública de aquisição para cancelamento de registro (da CBA) na bolsa simultaneamente à OPA, isso poderá ser reavaliado após a conclusão da aquisição das participações majoritárias”, afirmaram as companhias.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Oncoclínicas (ONCO3) se posiciona sobre medida judicial contra o Banco de Brasília (BRB)

Após ser questionada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Oncoclínicas (ONCO3) afirmou que entrou com medida judicial contra o Banco de Brasília (BRB), com o objetivo de resguardar seus direitos em relação aos fundos de investimento detentores de ações de emissão da companhia (FIPs).

De acordo com o documento enviado ao mercado nesta sexta-feira (30), a ação é uma tutela antecipada em caráter antecedente que tramita sob segredo de justiça e que ainda não teve seu desfecho.

O questionamento da CVM e o consequente posicionamento da Oncoclínicas ocorre após o Valor Econômico noticiar que a rede de saúde teria entrado com processo contra o BRB para questionar a quantidade de ações da companhia que o banco público detém.

Segundo informações do jornal, pessoas próximas à operação estimam que a participação do banco público na Oncoclínicas tenha superado 10% após a incorporação de carteiras do banco Master.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No documento desta sexta-feira, a Oncoclínicas afirma que a ação ajuizada, diferente do que informa a notícia, procura obter um provimento judicial liminar para impedir o BRB de promover alterações na gestão e/ou na governança dos FIPs e de dispor sobre as cotas e os ativos dos FIPs.

S&P rebaixa rating do BRB e mantém banco em observação negativa

A S&P National Ratings rebaixou os ratings de crédito do BRB – Banco de Brasília e manteve a instituição em observação negativa, citando pressões sobre o capital e risco reputacional persistente.

Segundo a agência, os ratings de emissor de longo e curto prazo foram cortados de brBBB-/brA-3 para brBB/brB, na Escala Nacional Brasil, e permanecem em CreditWatch negativo.

O rebaixamento ocorre após a deflagração, em novembro de 2025, da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga uma suposta fraude envolvendo ativos adquiridos pelo BRB do Banco Master.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na avaliação da S&P, o desdobramento da investigação pode levar a uma necessidade de aportes de capital ou venda de ativos para cobrir perdas potenciais, pressionando o capital regulatório do banco.

A agência afirma que o risco reputacional associado ao caso tende a continuar afetando a geração de negócios e o funding da instituição. Em seu cenário-base, a S&P considera a possibilidade de suporte extraordinário do Distrito Federal para recomposição de capital, mas ressalta que esse apoio depende de aprovações legislativas e pode não ocorrer de forma tempestiva.

Cury (CURY3) aprova distribuição de R$ 140 milhões em dividendos

A construtora e incorporadora Cury (CURY3) disse nesta sexta-feira (30) que o seu conselho de administração aprovou a distribuição de dividendos no total de R$ 140 milhões, conforme comunicado ao mercado.

De acordo com o documento, o valor corresponde a R$ 0,454 por ação ordinária.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A construtora informou que terão direito aos dividendos os acionistas com posição em 04 de fevereiro.

Copasa (CSMG3) aprova mudanças no estatuto

A Copasa (CSMG3) informou na quinta-feira (29) que seu Conselho de Administração aprovou propostas que serão submetidas à assembleia geral para viabilizar o processo de privatização da companhia.

Em fato relevante, a empresa afirmou que a reforma do estatuto social tem como objetivo permitir as adequações necessárias à desestatização, conforme a Lei Estadual nº 25.664, de 2025. Entre as mudanças está a criação de uma ação preferencial de classe especial (golden share), de titularidade exclusiva do Estado de Minas Gerais.

Também serão submetidas à assembleia propostas para conversão de uma ação ordinária do Estado em uma golden share e para consolidação do estatuto social.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo a Copasa, as medidas estão condicionadas à liquidação da oferta pública de distribuição secundária de ações que será realizada pelo Estado no processo de privatização.

Cemig (CMIG4) conclui compra da ETTM por R$ 30 milhões

Cemig (CMIG4) concluiu na quinta-feira (29) a aquisição da totalidade do capital social da Empresa de Transmissão Timóteo-Mesquita S.A. (ETTM), anteriormente pertencente ao grupo Fram Capital.

A operação foi realizada por meio da Cemig Geração e Transmissão (Cemig GT), subsidiária integral da companhia. O valor negociado foi de R$ 30 milhões, e a Receita Anual Permitida (RAP) dos ativos adquiridos é de R$ 6 milhões.

Os ativos de transmissão da ETTM estão conectados à Rede Básica de 230 kV, de propriedade da própria Cemig. O conjunto é formado pela linha de transmissão Mesquita–Timóteo 2, com 24 quilômetros de extensão, e pela subestação Timóteo 2, que secciona a linha Ipatinga 1–Timóteo 1, disse a companhia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Todos os ativos estão localizados na região do Vale do Aço, em Minas Gerais. Segundo a companhia, a aquisição está alinhada ao seu planejamento estratégico, que prevê investimentos em ativos de transmissão no estado.

*Com informações da Reuters

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
Linkedin
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
Linkedin
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar