Radar do mercado

Petrobras (PETR4), Cemig (CMIG4), Embraer (EMBJ3) e outros destaques desta sexta-feira (19)

19 jun 2026, 9:45 - atualizado em 19 jun 2026, 9:45
dividendos
(Imagem: Agência Petrobras)

O amplio do refino pela Petrobras (PETR4), os juros sobre o capital próprio da Cemig (CMIG4) e os proventos da Embraer (EMBJ3), são alguns dos destaques corporativos desta sexta-feira (19).

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Confira os destaques corporativos de hoje

Petrobras (PETR4) amplia refino para reduzir dependência do Brasil da importação de diesel a 15%

A Petrobras (PETR4) está ampliando a capacidade do parque de refino para reduzir a atual dependência do Brasil da importação de diesel de 29% para 15%, afirmou a presidente da companhia, Magda Chambriard, na quinta-feira (18).

Ao participar de uma aula magna da Universidade de Sorbonne, realizada no Rio de Janeiro, a executiva não detalhou em qual prazo alcançaria essa meta, mas reiterou que posteriormente a empresa buscará a autossuficiência.

“Nós temos um parque de refino de cerca de 1,8 milhão de barris ao dia, estamos ampliando essa capacidade de refino para reduzir a importação para ser 15% e não 29%, já temos projetos em carteira para isso, e estamos trabalhando ser autossuficiente em diesel”, disse a executiva, durante sua participação na aula.

Cemig (CMIG3) pagará R$ 630,5 milhões em juros sobre o capital próprio

A Cemig (CMIG4) aprovou o pagamento de R$ 630,5 milhões em juros sobre o capital próprio, mostra documento enviado ao mercado na quinta-feira (18).

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Segundo o documento, o valor por ação será de R$ 0,22, pago em duas parcelas. São elas:

  • primeira até 30 de junho de 2027 e;
  • segunda até 30 de dezembro de 2027

Quem quiser aproveitar o dinheiro terá até o dia 23 para comprar o papel. A partir de 24, ação passará a ser negociada ‘ex-direitos’.

Embraer (EMBJ3) pagará R$ 200 milhões em juros sobre o capital próprio

A Embraer (EMBJ3) aprovou o pagamento de R$ 200 milhões em juros sobre o capital próprio, mostra documento enviado ao mercado na quinta-feira (18).

Segundo o documento, o valor por ação será de R$ 0,28. Quem quiser aproveitar o dinheiro, terá até o dia 23 de junho. A partir 24 de junho, o papel será negociado ‘ex’. No caso das ADRs, recibos de empresas brasileiras negociadas em Nova York, serão negociadas ex a partir de 2 de julho de 2026.

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O JCP será pago no dia 24 de maio de 2027.

Lojas Renner (LREN3) pagará R$ 220,4 milhões em JCP

O conselho de administração da Lojas Renner (LREN3) aprovou o pagamento de R$ 220,4 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP) aos acionistas da companhia, montante equivalente ao valor bruto de R$ 0,229299 por ação.

Conforme o comunicado divulgado ao mercado na noite de quinta-feira (18), terão direito a receber o provento aqueles com posição acionária na companhia em 23 de junho de 2026. A partir do dia 24 de junho, as negociações ocorrem “ex-direito”.

O pagamento será efetuado a partir do dia 14 de julho 2026, sem atualização monetária, e está sujeito ao Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF).

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A companhia solicita aos acionistas, pessoas jurídicas imunes ou isentas, que não estejam sujeitas à retenção do Imposto de Renda na Fonte, que comprovem sua condição de isento perante o escriturador (Banco Itaú) da companhia até o dia 1 de julho.

Copasa (CSMG3) aprova pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP)

O conselho da Copasa (CSMG3) aprovou distribuição de R$ 142,5 milhões em JCP aos acionistas, referentes ao 2º Trimestre de 2026 (2T26).

O valor por ação, conforme o comunicado divulgado na noite de quinta-feira (18), é de R$ 0,3758735617, e haverá retenção de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF).

“A aprovação observa a política de dividendos vigente e a decisão do conselho de administração que definiu, em reunião de 11 de dezembro de 2025, a distribuição anual de 50% do lucro líquido ajustado para o exercício de 2026”, diz a companhia.

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Farão jus ao JCP os acionistas com posição acionária na companhia de saneamento em 23 de junho de 2026, sendo que, a partir do dia seguinte, as negociações ocorrem “ex-JCP”.

O pagamento está marcado para o dia 17 de agosto de 2026.

Neoenergia (NEOE3) pagará R$ 262 milhões em JCP

O conselho de administração da Neoenergia (NEOE3) aprovou a distribuição de R$ 262 milhões na forma de juros sobre o capital próprio (JCP) aos acionistas da companhia, mostra comunicado enviado ao mercado na noite de quinta-feira (18).

Terão direito ao recebimento os acionistas constantes da base acionária da companhia em 18 de junho de 2026.

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De acordo com a empresa, o pagamento ocorrerá sem atualização monetária até o dia 31 de dezembro deste ano.

Mineradora vai recomprar até US$ 200 mi em ações em meio a tombo de 40%

A Aura Minerals (AURA33) vai recomprar até US$ 200 milhões em ações, segundo documento enviado ao mercado na quinta-feira (18). A operação ocorre em um momento de baixa do papel, que acumula queda de 40% em relação às máximas do ano, registradas em abril.

Em comunicado, o CEO da Aura, Rodrigo Barbosa, afirmou que o foco da empresa está na disciplina de capital e na criação de valor por meio de uma abordagem equilibrada, que combina pagamentos robustos de dividendos, recompras oportunísticas de ações e iniciativas de crescimento com disciplina financeira.

O executivo também destacou o histórico de remuneração aos acionistas da companhia. Segundo ele, o retorno ao acionista — incluindo dividendos e recompras — chegou a 13% em 2021 e a 6% em 2022 e 2023, seguido por distribuições em 2024 e 2025, com yields frequentemente superiores a 6% e 9% em períodos recentes. O último pagamento representou um yield de 4,5%, após a distribuição de US$ 0,78 por ação.

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Sanepar (SAPR11) elege novo diretor financeiro e mantém demais integrantes da diretoria até 2028

A Sanepar (SAPR11) elegeu Ozires Kloster para o cargo de diretor financeiro e de relações com investidores, em substituição a Abel Demetrio, cujo mandato foi encerrado. A decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração da companhia em reunião realizada na quinta-feira (18).

Além da mudança na diretoria financeira, o Conselho reconduziu os demais integrantes da Diretoria Executiva. Foram mantidos nos cargos:

  • Wilson Bley Lipski (diretor-presidente);
  • Sergio Wippel (diretor de operações);
  • Fernando Mauro Nascimento Guedes (diretor de meio ambiente e ação social);
  • Marcos Domakoski (diretor administrativo);
  • Anatalício Risden Junior (diretor de inovação e novos negócios);
  • Flavio Luis Coutinho Slivinski (diretor jurídico);
  • Leura Lucia Conte de Oliveira (diretora de investimentos);
  • Robson Augusto Pascoalini (diretor adjunto de governança, riscos e compliance);
  • Melissa Ferreira (diretora adjunta de comunicação e marketing).

Segundo a companhia, todos os diretores terão mandato unificado até 18 de junho de 2028.

JBS (JBSS32) pagará R$ 4,27 por BDR em dividendos

A JBS (JBSS32) informou aos acionistas e ao mercado os detalhes do pagamento de dividendos aos detentores de BDRs (Brazilian Depositary Receipts) da companhia, conforme comunicado divulgado nesta quarta-feira (18). O pagamento dos dividendos aos titulares de BDRs será realizado em 22 de junho de 2026.

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O dividendo anunciado em maio corresponde a US$ 1,00 por ação, sendo que cada BDR da JBS representa uma ação da companhia.

Após a retenção de 15% de imposto na fonte, conforme a legislação holandesa, e o desconto de 0,38% de IOF incidente sobre a operação de câmbio realizada pelo depositário, o valor líquido a ser recebido pelos investidores será de R$ 4,27635785 por BDR.

Para a conversão dos valores, foi utilizada a taxa de câmbio efetiva de R$ 5,0502 por dólar.

Segundo a JBS, o pagamento dos dividendos aos titulares de BDRs será realizado em 22 de junho de 2026.

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Preço pode afastar potenciais compradores da CSN Cimentos, dizem fontes

A venda da unidade de cimento da siderúrgica CSN (CSNA3) entra na reta final com um possível entrave: o preço pedido pela empresa, considerado acima do esperado e capaz de reduzir o número de interessados, disseram à Reuters três pessoas próximas ao processo.

A CSN apresentou neste ano um amplo plano de desinvestimentos centrado em sua divisão de cimento e em uma possível venda de participação minoritária em seu negócio de infraestrutura, buscando reduzir o endividamento.

No entanto, com a aproximação do prazo de 7 de agosto para a apresentação de propostas vinculantes pela unidade de cimento, as diferenças entre as expectativas de valor do negócio ficaram mais evidentes, disseram as fontes.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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