Comprar ou vender?

RD Saúde (RADL3): UBS BB corta preço-alvo e prevê ‘peso menor’ das canetas emagrecedoras nas receitas

06 jul 2026, 13:26 - atualizado em 06 jul 2026, 13:26

O UBS BB revisou as suas estimativas para a RD Saúde (RADL3) ao considerar um cenário de juros elevados por um período mais longo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Diante disso, o banco reduziu a projeção de lucro líquido para R$ 1,6 bilhão em 2026 e de R$ 2,1 bilhões em 2027, ante estimativas anteriores de R$ 1,7 bilhão e R$ 2,2 bilhões, respectivamente.

Como consequência, o UBS também cortou o preço-alvo da RD Saúde de R$ 30 para R$ 26, o que ainda implica um potencial de valorização de 52,31% em relação ao fechamento anterior (3), com base em um múltiplo de 21 vezes o lucro (P/L).

“Essa revisão reflete um aumento na premissa de custo de capital próprio (Cost of Equity), em linha com a reprecificação dos ativos brasileiros”, afirma o banco, que acrescenta que o custo de capital estimado é de 13,8%.

Apesar da redução das estimativas de lucro líquido e do aumento do custo de capital próprio, o banco manteve a recomendação de compra para o papel.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por volta das 12h53 (horário de Brasília), RADL3 subia 1,83% (R$ 17,28). No mesmo horário, o Ibovespa (IBOV) recuava 1,20%, aos 171.973,29 pontos.



Receita da RD Saúde vai ‘emagrecer’?

Na avaliação do UBS, as principais redes de farmácia detêm hoje uma fatia desproporcionalmente elevada no mercado de canetas emagrecedoras. Segundo a IQVIA, os associados da Abrafarma respondem por 84% das vendas de GLP-1, contra 49% do mercado farmacêutico como um todo.

Para a RD Saúde, o banco projeta uma participação de mercado entre 35% e 40% no segmento de medicamentos GLP-1, comparada a aproximadamente 20% no mercado total.

“À medida que a disponibilidade dos produtos aumenta e as restrições de oferta diminuem, esperamos que essa participação acima da média seja gradualmente reduzida. Em nossa análise, projetamos que a participação relativa da RADL3 no mercado de GLP-1 caia de 38% no primeiro trimestre de 2026 para 26% em 2030”, detalha o UBS.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao considerar essa normalização da participação de mercado, o banco estima que as receitas provenientes de canetas emagrecedoras na RD Saúde recue do pico de 12% no 1T26 para 10% e 8% no quarto trimestre de 2026 e 2027, respectivamente, chegando a 7,5% em 2030.

“Ainda assim, com a melhora das margens brutas, projetamos que a contribuição do GLP-1 para o lucro bruto em caixa permaneça relevante, com uma participação no lucro bruto de 6,9% em 2026, 6,5% em 2027 e 5,9% em 2030”, afirma.

Venda de canetas por marketplaces pode atrapalhar as farmácias?

Mais recentemente, a Novo Nordisk, um dos principais laboratórios produtores das canetas emagrecedoras, intensificou sua estratégia de vendas diretas ao consumidor (DTC), lançando novos canais para comercialização dos produtos no México e no Brasil.

No México, a companhia inaugurou uma loja oficial no Mercado Livre (MELI), utilizando um modelo de marketplace baseado na apresentação de receita médica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já no Brasil, a Novo Nordisk também anunciou uma parceria com a AS Medicamentos para lançar a plataforma “NovoCare Farmácia”, permitindo a compra online direta de medicamentos GLP-1 integrada a um programa de suporte ao paciente.

“Em nossa visão, essas iniciativas refletem o crescente foco da Novo Nordisk em canais DTC. No entanto, acreditamos que o impacto sobre as redes de farmácias brasileiras deverá ser limitado, uma vez que tanto a venda de medicamentos via marketplace quanto a comercialização direta do fabricante ao consumidor são proibidas no Brasil”, considera o UBS.

Além disso, o banco avalia que os varejistas farmacêuticos estão bem posicionados para competir com eventuais novos entrantes, já que conveniência e rapidez na entrega continuam sendo importantes vantagens competitivas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar