Investimentos

Vai receber dinheiro do Tesouro IPCA+ 2026? Veja 5 ideias de onde reinvestir, segundo a Empiricus

14 ago 2026, 10:50 - atualizado em 14 ago 2026, 12:09
tesouro direto
(Imagem: REUTERS/Bruno Domingos)

O Tesouro IPCA+ 2026 chega ao vencimento no dia 17 de agosto, com os recursos investidos retornando para a conta dos investidores — mas eles não precisam ficar parados nos bolsos.

A Empiricus aponta cinco investimentos que podem ser uma alternativa para realocação de recursos, de acordo com o perfil de cada investidor.

Os analistas Caio Nabuco de Araujo, Laís Helena Camargo Costa, Isabelle Lima de Oliveira, Pedro Claudino e Matheus Spiess, que assinam o relatório, apresentam alternativas nas áreas de renda fixa, fundos imobiliários de infraestrutura e ações para os investidores reinvestirem esses recursos.

“A ideia”, afirmam, “não é encontrar um substituto perfeito para o título que venceu, mas mostrar que enxergamos boas relações entre risco e retorno para colocar esse dinheiro novamente para trabalhar”.

5 ideias da Empiricus para reinvestir o Tesouro IPCA+ 2026

Debênture: Equatorial Goiás (CGOSA2)

A Equatorial Energia é um dos principais grupos privados do setor elétrico brasileiro, com atuação em distribuição e transmissão de energia, além de geração renovável e saneamento.

A companhia atende cerca de 14 milhões de clientes por meio de sete distribuidoras e opera aproximadamente 3,2 mil km de linhas de transmissão por meio de oito SPEs.

Entre seus principais ativos está a Equatorial Goiás, antiga CELG-D, adquirida em dezembro de 2022, que distribui energia para 237 municípios e mais de 7 milhões de habitantes no estado.

Fundos Imobiliários: Kinea Hedge Fund (KNHF11)

O Kinea Hedge Fund é um fundo multiestratégia que busca gerar renda e ganho de capital por meio de investimentos em CRIs, FIIs, imóveis e ações.

Atualmente, a carteira apresenta maior concentração em ativos de crédito, que favorecem a geração de proventos, e em imóveis, que adicionam potencial de valorização e ganho de capital representando para o FII.

Fundo Imobiliário de infraestrutura: BTG Dívida Infra CDI (BCDI11)

O BCDI é um fundo listado de infraestrutura do BTG Asset com retorno hedgeado para o CDI, voltado a investidores que buscam menor volatilidade e maior previsibilidade de renda.

A estratégia prioriza uma carteira majoritariamente líquida e high grade, com duration mais curta e exposição seletiva a operações estruturadas de maior spread.

O momento de montagem da carteira também é favorável, combinando a reapreciação recente do crédito com maior flexibilidade de alocação dos recursos captados na última oferta, permitindo buscar boas taxas sem abrir mão de um perfil mais defensivo.

Ações: Axia Energia (AXIA3)

Axia Energia se diferencia pela relevância de seus ativos de geração e transmissão aliada a um profundo processo de transformação pós-privatização, com foco em eficiência e desalavancagem.

A empresa tem se destacado pela estratégia de deixar boa parte da capacidade de geração descontratada, o que tem garantido boa receita dadas as elevadas projeções de energia. Além disso, negocia por múltiplos atrativos na comparação com o restante do setor.

Ações internacionais: Nvidia (NVDA / NVDC34)

A Nvidia é especializada no desenvolvimento de GPUs e plataformas de computação acelerada.

A companhia ocupa posição central no fornecimento de infraestrutura que sustenta aplicações de inteligência artificial, beneficiando-se da crescente demanda pela tecnologia.

De acordo com seu último resultado, a Nvidia registrou crescimento de 85% na receita de 14,2% no lucro por ação ajustado, na comparação anual. Com valor de mercado de US$ 5,25 trilhões, a companhia é atualmente a empresa de capital aberto mais valiosa do mundo.

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.

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