Renda Fixa Turbo

Renda Fixa Turbo: Como investir em prefixados a 18% ao ano ou CDI + 8% sem IR; CDI na lanterna

15 abr 2023, 14:00 - atualizado em 14 abr 2023, 14:55
Tesouro Direto
Renda Fixa Turbo: Rentabilidade do CDI tende a cair em 2023, mas existem várias oportunidades em títulos  prefixados e IPCA+. (Imagem: Pixabay/ Julien Tromeur)

O CDI ficou na lanterna entre os indexadores de renda fixa em março e expectativa de rendimento nos próximos meses é ainda menor, já que o mercado projeta queda da taxa Selic a partir de agosto (talvez até em junho). O Renda Fixa Turbo apresenta alternativas com o melhor risco retorno.

Pois é isso mesmo que você leu acima. Até o queridinho Tesouro Selic ficou a ver navios na comparação com o desempenho dos demais títulos públicos no Tesouro Direto.

Tudo porque os juros futuros estão caindo e provocando ganhos de marcação a mercado nos títulos prefixados e atrelados à inflação.

Quem levou a melhor no curto prazo foi a carteira de títulos públicos atreladas ao IPCA de longo prazo, medidas pelo índice IMA-B5+ da Anbima, que reúne empréstimos ao governo brasileiro com vencimentos superiores a cinco anos, teve retorno de 3,73% na marcação a mercado no mês passado.

E existe jeito de você se travar em taxas próximas de IPCA + 8% e ainda não ter que pagar imposto de renda sobre seus lucros, coisa que acontece ao investir no Tesouro Direto. É claro que para isso, o risco de calote que o investidor corre é bem maior.

Renda Fixa que paga IPCA + 8%

Desde a crise de crédito no início do ano, quando várias empresas revelaram apuros, com destaque para a situação da Americanas (AMER3), as taxas de rentabilidade de investimentos como CRA, CRI e debêntures subiram bastante.

Em resumo, o investidor passou a exigir uma remuneração muito maior para querer emprestar o seu dinheiro para empresas ao invés de colher taxas igualmente elevadas no Tesouro Direto. Inclusive, as companhias com bom nome na praça estão pagando mais.

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Para o Santander, essa volatilidade no mercado de crédito privado abriu oportunidades de investimentos, sabendo separar o joio do trigo.

Analistas do banco montaram uma carteira com seis títulos de crédito privado (entre CRAs e debêntures incentivadas) de empresas boas pagadoras, que oferecem taxas próximas de IPCA + 8%, que o investidor pode travar com prazos de vencimentos entre 2026 e 2037.

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Títulos prefixados

Não são apenas os títulos IPCA+ que estão com a corda toda na marcação a mercado. Os papéis prefixados com vencimentos acima de um ano (IRF-M 1+) acumulam valorização de 4,23% em 2023, superando os títulos de inflação de longo prazo (IMA-B5+), cuja alta foi de 3,61%.

No Tesouro Direto, o título que soma mais ganhos na marcação a mercado desde o início do ano é o Tesouro Prefixado 2029, com salto de 7,5%, oferecendo rentabilidade em torno de 12,20% ao ano e preço unitário de R$ 518 em meados de abril.

Só que fora dos títulos públicos, e correndo um grau de risco maior, o investidor tem a chance de encontrar taxas prefixadas que variam entre 18% e 22,8% ao ano.

No alluinvest, o interessado financia a compra de lotes de iPhone para assinatura e recebe em troca uma taxa prefixada bem acima do Tesouro Direto. A plataforma de investimento é regulamentada pelo Banco Central, mas esse tipo de aplicação não é adequado todo perfil de investidor.

Já começa que o aporte mínimo na plataforma é de R$ 35 mil (e máximo de R$ 1 milhão), sem garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito). O investidor só tem acesso ao seu dinheiro aplicado após 36 meses.

Mas, uma das vantagens é que o investidor pode optar pela modalidade de juros menais, como se recebesse dividendos todo mês, a depender do montante aplicado no alluinvest. A aplicação mínima de R$ 35 mil, com taxa de 18% ao ano, rende todo mês na conta do investidor cerca de R$ 554.

Segundo a empresa responsável pela operação, são mais de 5 mil investidores na plataforma, com R$ 100 milhões captados e 100% dos pagamentos honrados em quase sete anos de operação.

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Repórter
Repórter de renda fixa do Money Times e Editor de agronegócio do Agro Times desde 2019. Antes foi Apurador de notícias e Pauteiro na Rede TV! Formado em Jornalismo pela Universidade Paulista (UNIP) e em English for Journalism pela University of Pennsylvania. Motivado por novos desafios e notícias que gerem valor para todos.
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