Internacional

Rússia usa míssil hipersônico Oreshnik em ataque massivo contra Kiev

24 maio 2026, 9:31 - atualizado em 24 maio 2026, 9:31
Ucrânia Volodymyr Zelenskiy
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy (Imagem: REUTERS/Valentyn Ogirenko)

A Rússia usou o poderoso míssil balístico hipersônico Oreshnik em um ataque massivo de drones e mísseis contra Kiev que matou pelo menos duas pessoas, afirmou neste domingo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy. É a terceira vez que a arma é utilizada em quatro anos de guerra.

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O intenso bombardeio danificou edifícios por toda a capital ucraniana, perto de escritórios do governo, prédios residenciais e escolas, além de um mercado, disseram autoridades ucranianas. Pelo menos 83 pessoas ficaram feridas no ataque.

O Oreshnik, que pode levar ogivas nucleares ou convencionais, atingiu a cidade de Bila Tserkva, na região de Kiev, disse Zelenskyy em uma publicação no Telegram. O alvo não estava claro de imediato.

O Ministério da Defesa da Rússia confirmou hoje que usou o Oreshnik, além de outros tipos de mísseis, para atacar “instalações militares de comando e controle” ucranianas, bases aéreas e empresas da indústria militar. Não especificou onde ficavam os alvos.

O ministério acrescentou que o ataque foi uma retaliação a ações ucranianas contra “instalações civis em território russo”, sem dar detalhes imediatos.

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, denunciou na sexta-feira, 22, um ataque de drones contra um alojamento universitário no leste da Ucrânia ocupado pela Rússia, do qual Moscou culpa Kiev, e ordenou que o Exército russo apresentasse propostas de retaliação. Ele disse que não havia instalações militares nem de forças de segurança perto da universidade.

O número de mortos no ataque em Starobilsk havia subido para 21 quando as operações de busca e resgate foram concluídas, informou a assessoria de imprensa do Ministério russo de Situações de Emergência no fim da noite de sábado, 23. Outras 42 pessoas ficaram feridas no ataque da noite anterior, segundo o órgão. Autoridades nomeadas pelo Kremlin na região de Luhansk anunciaram dois dias de luto, neste domingo e na segunda-feira, 25, em memória das vítimas.

Em uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU sobre o ataque, realizada a pedido da Rússia, o embaixador ucraniano, Andrii Melnyk, negou as acusações de crimes de guerra feitas pelo seu homólogo russo, classificando-as como “puro espetáculo de propaganda”, e afirmou que as operações de 22 de maio “se dirigiram exclusivamente contra a máquina de guerra russa”.

A Ucrânia e seus aliados acusam a Rússia de atacar rotineiramente civis e infraestrutura civil essencial desde os primeiros dias da guerra. O Kremlin nega.

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Estadão Conteúdo é uma agência de notícias que pertence ao grupo O Estado de S. Paulo e fornece notícias, análises, colunas e cotações, entre outros conteúdos, para veículos de imprensa de todo o Brasil.
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