Marcopolo

Marcopolo (POMO4): Safra eleva preço-alvo com impacto da alta do petróleo

12 maio 2026, 12:51 - atualizado em 12 maio 2026, 12:51
marcopolo-1t25
(Imagem: Facebook/Marcopolo)

O Safra elevou o preço-alvo da ação da Marcopolo (POMO4) para R$ 9,10, ante R$ 9, o que implica potencial de valorização de 30%. O banco manteve recomendação de compra.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em relatório, o Safra avalia o impacto da alta do petróleo Brent sobre os setores de transporte rodoviário e aéreo, em meio à escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã, que pressionou os preços da commodity.

Esse cenário pode ter efeito sobre a demanda pelas carrocerias de ônibus produzidas pela Marcopolo. O banco avalia que o aumento das tarifas aéreas tende a favorecer a substituição por viagens interestaduais de ônibus.

“Pressupondo a necessidade de repasse de custos para preservação de margens, estimamos que operadoras de ônibus teriam de elevar tarifas em 8%, ante 17% para companhias aéreas”, aponta o relatório.

Por que a alta é maior entre aéreas

O banco pontua que o o diesel teve maior suporte governamental e acumulou alta de 24%, enquanto o combustível de aviação refletiu de forma mais direta o avanço do petróleo e subiu 53% desde o início do conflito.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Safra destaca ainda a diferença na estrutura de custos: o combustível representa cerca de 25% a 33% dos custos operacionais das empresas de ônibus e aproximadamente 33% no caso das companhias aéreas.

O Safra ressalta que operadoras de ônibus urbanos funcionam sob concessões municipais, nas quais reajustes tarifários são postergados com frequência e parcialmente compensados por subsídios.

Isso gera maior incerteza sobre o fluxo de caixa, pressiona margens e pode atrasar a renovação de frotas, afetando a demanda por ônibus urbanos.

O que esperar dos resultados

O Safra incorporou os resultados do 4T25 para atualizar suas estimativas. O banco revisou o lucro líquido em 4,7% para 2026.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi estimado em R$ 1,71 bilhão, queda de 1,3%.

A receita foi revisada para R$ 9,74 bilhões, recuo de 1,7%, refletindo câmbio mais fraco e menores volumes de ônibus urbanos.]

*Com supervisão de Kaype Abreu

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Estagiário no Money Times e estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Foi trainee e repórter freelancer na Folha de S.Paulo.
Estagiário no Money Times e estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Foi trainee e repórter freelancer na Folha de S.Paulo.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar