Empresas

Santander (SANB11): ‘Pagamos mais imposto. Isso é um bom sinal’, diz CEO

29 abr 2026, 10:58 - atualizado em 29 abr 2026, 11:08
Mário Leão, CEO do banco Santander (SANB11) (Imagem: Reprodução da teleconferência de resultados)
Mário Leão, CEO do banco Santander (SANB11) (Imagem: Reprodução da teleconferência de resultados)

O CEO do Santander (SANB11), Mario Leão, disse que o banco entregou mais um resultado de boa qualidade, mesmo com a queda do lucro, que caiu 1,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No período, o banco lucrou R$ 3,8 bilhões, enquanto o consenso do mercado aguardava lucro de R$ 4 bilhões.

Em coletiva com jornalistas, em São Paulo, Leão lembrou que o lucro antes de imposto cresceu 5,4% em relação ao quarto trimestre, para R$ 4,6 bilhões, embora o número tenha recuado 3,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

“Sendo prático, pagar imposto é bom sinal, é sinal de que eu estou oferecendo mais, eu estou gerando mais atividade orgânica, e com isso o lucro acaba caindo”.

Ainda segundo o executivo, trata-se de um efeito matemático. No Brasil, não existe consolidação fiscal. Na prática, cada veículo paga o seu imposto, mesmo que tenha holding.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Então, como eu tenho uma base de impostos diferidos muito grande no banco, e essa base de impostos diferidos consome capital, é importante que eu consiga absorver esses impostos diferidos mais rápido, porque eu libero capital para emprestar para cliente PF, cliente PJ, comprar títulos do Tesouro“.

Para ele, trata-se de um rearranjo para maximizar os resultados. A expectativa é que o banco consiga recuperar os resultados e o ROE (retorno sobre o patrimônio líquido, na sigla em inglês), que caiu para 16% neste trimestre.

ROE vai para os 20%?

Pergunta recorrente entre analistas e investidores, Leão reafirmou a expectativa de o banco entregar um ROE acima dos 20%, algo que o banco espera que ocorra em 2028.

“Temos bastante segurança de que esse ROE volta a ter uma direção de crescimento ao longo do ano”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao fazer um balanço sobre seu período como CEO do banco, ele garantiu que o Santander terá, neste ano, um lucro maior do que em 2021, quando ele assumiu o cargo. Leão deverá deixar o cargo até julho, quando assumirá Gilson Finkelsztain, da B3 (B3SA3).

“Te garanto, nós vamos ter um lucro anual maior do que 2021; o ROE ainda não. O ROE possivelmente a gente vai ter que esperar até 2028”, afirmou, acrescentando que se sente também “dono do lucro inteiro de 2026”.

Inadimplência

Outro ponto de preocupação é a inadimplência. Nas dívidas de longo prazo, o índice acima de 90 dias segue pressionado, atingindo 3,3%, com alta de 0,2 p.p. no trimestre e 0,6 p.p. no ano, especialmente em pessoa física nas faixas de menor renda e, em pessoa jurídica, nas empresas de menor faturamento.

Apesar disso, nas despesas com provisão para crédito duvidoso (PDD), colchão usado pelos bancos para se proteger de calotes, o banco provisionou R$ 6,3 bilhões, alta de 3,9% no trimestre e queda de 0,7% no ano. Segundo Leão, o número subiu pouco, considerando o cenário macro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Esse é um ponto dado. Ainda há uma visão positiva sobre a evolução dessa linha a cada trimestre e também na comparação anual, mas é inevitável que, com a queda mais lenta dos juros, a velocidade de melhora diminua”.

Na prática, afirma, isso afeta o resultado de mercado. Quanto mais devagar os juros caem, mais lentamente a conta melhora.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intensivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
Linkedin
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intensivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
Linkedin

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar