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São Martinho (SMTO3): Citi espera 1T26 fraco e aumento da alavancagem; veja recomendação

27 jul 2026, 10:58
Vista aérea da usina de açúcar e álcool
(iStock.com/JR Slompo)

A São Martinho (SMTO3) deve apresentar um início de safra mais desafiador. Em relatório divulgado nesta sexta-feira (24), o Citi projetou um 1T27 (primeiro trimestre da safra 2026/2027) mais fraco, pressionado principalmente pelos menores preços de açúcar e etanol e pela decisão da companhia de reter parte da produção para venda em períodos futuros.

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O banco estima que a companhia registre um Ebitda ajustado de R$ 513 milhões, o que representa uma queda de 36% na comparação anual. O resultado deve ser divulgado em 10 de agosto.

Na avaliação dos analistas, a estratégia da São Martinho foi estocar açúcar e etanol, aproveitando sua elevada capacidade de armazenagem, em vez de vender a produção em um momento de preços deprimidos. O movimento ocorre em meio à forte queda das cotações do etanol com o avanço da moagem de cana na região Centro-Sul.

Além dos resultados operacionais mais fracos, o Citi espera um aumento da alavancagem da companhia, reflexo dos investimentos na segunda fase do projeto de etanol de milho e da maior necessidade de capital de giro.

Apesar desse cenário, o banco manteve a recomendação neutra para as ações da São Martinho, com preço-alvo de R$ 16 por ação.



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Segundo o Citi, a revisão das projeções macroeconômicas e de commodities provocou apenas pequenos ajustes nas estimativas para as próximas safras. Ainda assim, os analistas avaliam que os preços atuais de açúcar e etanol seguem pouco atrativos e limitam a geração recorrente de caixa da empresa.

Açúcar pode ser o principal gatilho positivo

Embora reconheça que a São Martinho possui capacidade para postergar vendas de etanol, o Citi acredita que uma recuperação expressiva dos preços do biocombustível não deve ocorrer no curto prazo.

A expectativa é de que o mercado doméstico continue operando com excedente de oferta. Mesmo com fatores que podem reduzir esse superávit — como a adoção da mistura obrigatória de 32% de etanol anidro na gasolina (E32) e um eventual encurtamento da safra provocado pelo El Niño — o banco não vê espaço para uma valorização relevante do combustível.

Isso porque o governo federal tem buscado manter os preços da gasolina estáveis, o que tende a limitar ganhos para o etanol, mesmo em um cenário de alta do petróleo.

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Na visão do Citi, o principal vetor de valorização para a São Martinho continua sendo o mercado de açúcar. O banco segue com uma visão construtiva para a commodity, diante dos riscos climáticos associados ao El Niño, que podem reduzir a produção global e sustentar preços mais elevados.

Jornada 6×1 também entra no radar

Entre os riscos para o setor, o Citi também chama atenção para as discussões sobre o possível fim da jornada de trabalho 6×1.

Na avaliação dos analistas, uma eventual mudança nas regras trabalhistas poderá elevar os custos operacionais tanto da São Martinho quanto das demais empresas do setor sucroenergético, já que seria necessário ampliar o quadro de funcionários ou elevar despesas para manter o mesmo nível de horas trabalhadas.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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